Gepatri de Luziânia elucida latrocínio que chocou município

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O Grupo Especial de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Gepatri), de Luziânia apresentou hoje o resultado das investigações acerca do latrocínio Raimunda de Fátima Soares Pereira, 64 anos, em novembro do ano passado. A apresentação se deu após a prisão de Natylon Silva Siqueira, 20 anos, capturado pelo grupo especializado na quinta-feira (08).

De acordo com as investigações, Josimar Marques Silva Siqueira, 30 anos, inquilino da vítima e morador de uma casa nos fundos do lote onde ela vivia, teria participação no crime. Ainda segundo o que foi apurado, Josimar foi o idealizador do delito. Ele teria possibilitado o acesso de Natylon, seu sobrinho, comparsa e executor da ação criminosa, à casa de Raimunda.

Descobriu-se também que Josimar e seu sobrinho Natylon levaram o carro e o corpo da vítima, que é irmã de um policial militar, para Novo Gama. Nesse município, dispensaram o cadáver no matagal e, percebendo que a polícia estava em seu encalço, abandonaram o veículo. Na madrugada em que ocorreu o crime, Natylon, que era morador de Novo Gama, foi flagrado por câmeras na vizinhança levando uma mochila consigo na direção da casa da vítima por volta das 04 horas.

Logo após o crime, Josimar tentou afastar a suspeita que recaía sobre si ligando para conhecidos, afirmando que havia ocorrido algo na casa da vítima e solicitando às pessoas com quem conversava que fossem conferir o que se passava no local. Em seguida, abrigou-se no Distrito Federal, onde esperou por alguns dias, com o objetivo de observar se era tido como suspeito.

Prisão
Com base em todas as provas técnicas e testemunhais produzidas no Inquérito Policial, o delegado Danillo Martins representou pela prisão temporária dos suspeitos, as quais foram deferidas pelo Poder Judiciário.

Ao perceber que era procurado pela polícia, Josimar fugiu para o estado de São Paulo. Sua localização foi descoberta pelo Gepatri de Luziânia. Após descobrir o paradeiro do foragido e valendo-se de técnicas próprias, o grupo especializado repassou a informação para a Polícia Civil paulista, ocasião em que foi dado cumprimento ao mandado de prisão contra o investigado.

Em seguida, equipes da PCGO recambiaram-no para a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Luziânia. Após a prisão de Josimar, o Gepatri capturou Natylon durante diligências finais do inquérito. A autoridade policial que presidiu as investigações destacou o trabalho da equipe papiloscópica da PCGO, a qual, de acordo com ele, foi fundamental para elucidação dos fatos.