Projeto “Estudantes” vão ao júri popular

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Jesseir Coelho de Alcântara

       Projeto “Estudantes” vão ao Júri Popular

Há quatro anos atrás foi instituído o Projeto Júris em Faculdades de Direito em Goiânia. Desde então são realizadas sessões do Tribunal do Júri nas 12 instituições de ensino a cada ano. Sucesso absoluto e com os salões das Faculdades completamente lotados de alunos que para ali acorrem para ver “in loco” uma sessão do júri, numa verdadeira aula prática. Assistem a essa atividade prática, comparando-a com o que aprendem na teoria em sala de aula, ministrada por seus mestres.

Agora, a partir do corrente ano, novo Projeto começou a ser desenvolvido no Tribunal do povo: alunos do ensino médio comparecem ao Fórum e acompanham uma sessão “ao vivo”. O intuito do programa é de aproximar o Poder Judiciário da sociedade, mormente da classe estudantil, bem como mostrar ao aluno como funciona a Justiça e, +com isso, ele decidir em futuro vestibular o seu ingresso no ensino superior e se deseja fazer ou não o curso de Direito. Muitos vestibulandos optam por um curso superior e quando estão no quarto ou quinto ano de estudo descobrem o erro da escolha pretérita criando frustração para ele próprio, para os familiares, além de perda de tempo e dinheiro. Isso é triste e lamentável.

O Projeto visa também mostrar ao estudante em tenra idade a responsabilidade que existe para alguém que se envolve em um fato típico, como criminoso, gerando uma condenação ou absolvição oportuna. Nessa seara, pode-se até prevenir o envolvimento futuro de um agente estudantil numa prática delitiva.

Foi encaminhado ofício à Secretaria Estadual de Educação facultando às escolas interessadas, inscrição para que alunos possam acompanhar os atos processuais pessoalmente. Várias escolas já participaram do evento e outras já se inscreveram, inclusive do interior do Estado, visando a participação nas sessões do 1º Tribunal do Júri da Comarca de Goiânia.

Essa iniciativa não altera em nada o rito processual nas sessões, não infringe a lei e mostra uma criatividade inovadora da magistratura goiana na aproximação Justiça e sociedade.

Assim, com esse novel Projeto, o Poder Judiciário não será mais visto como uma “caixa preta” fechada, abrindo-se oportunidade para que o povo veja o trabalho ali desenvolvido, comprove pessoalmente se há ou não bandidos de toga, além de tornar mais públicos os julgamentos. Afinal, o júri é popular.