Violência avança em escolas

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Violência avança em escolas

Aluno é baleado por colega em escola particularem Goiânia. Em Aparecidade Goiânia, estudante é cercada e agredida com soqueira inglesa. Arma de fogo em mochila de um estudante é encontrada na escola. Estudante esfaqueia professor em sala de aula. Agressões crescem em instituições de ensino por causa de bullying. Drogas invadem salas de aula. Essas são algumas manchetes da imprensa nos últimos tempos em nosso meio. Barbaridade!

Em tempos modernos, a violência na sociedade tem se ampliado ganhando cada vez mais espaço nos noticiários de TV e nas páginas dos jornais. A escola, por sua vez, não fica imune a isso por ter se transformado em um cenário de ocorrências violentas, gerando medo e apreensão entre professores, funcionários, alunos, pais e sociedade. Projeto de lei já foi apresentado para colocação de detector de metais na entrada de unidades escolares.

A violência extremada chegou ao ponto de uma professora do período noturno de escola na região noroeste da capital desabafar: “A escola é uma ilha. Lutamos no deserto”. Pedagogos alertam para o despreparo das instituições e de familiares para lidar com a violência, que tem se acentuado sobretudo ultimamente. Isso é extremamente preocupante.

O Batalhão Escolar tem feito um esforço hercúleo para conter a onda, que chegou até a instalar urnas para denúncias anônimas, mas o programa não consegue segurar a barra. Vendas de bebidas alcóolicas e drogas para menores nos arredores das escolas, estupros, assaltos e ameaças dentro e fora das instituições ocorrem com frequência. Casos de depredações ao patrimônio e assassinatos têm tirado o sono de educadores e policiais.

Chama a atenção que existe uma tendência à naturalização da percepção das violências nas escolas. Por exemplo, as brigas, os furtos e as agressões verbais são consideradas acontecimentos corriqueiros, sugerindo a banalização da violência e sua legitimização, como mecanismo de solução de conflitos. A meu ver, não é salutar.

Já presidi algumas sessões do Tribunal do Júri em Goiânia envolvendo homicídios no interior de colégios ou em suas portas advindos de brigas entre alunos por motivos fúteis. Isso mostra que a violência, muitas vezes, chega ao resultado morte. Tudo que gera morte causa preocupação e deve ter a devida precaução.

Há necessidade de ações para combater o mal. Existe um Projeto com a adoção de um livro denominado “Tosco em Ação”, realizado pela Editora Alvorada, conhecido nacionalmente pela eficácia em mudar a realidade dos estudantes de todo o Brasil. A sua proposta é a de auxiliar educadores a lidarem com esses problemas da melhor forma possível ao ponto de prevenir a agressividade entre os jovens. A divulgação do material é importante, interessante e necessária.

Outras ações carecem de incentivo para que essa triste realidade no meio estudantil possa ser extirpada. Afinal, violência gera mais violência.

Jesseir Coelho de Alcântara  é Juiz de DIreito e Professor