4 presos: Furtos e Roubos deflagra 2ª fase da Operação Ágio Premiado

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A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), cumpriu, no dia 20 de setembro, com o apoio do Grupo de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Aparecida de Goiânia, quatro mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão expedidos contra suspeitos de integrar associação criminosa responsável pela prática de estelionatos. Os mandados foram cumpridos em Aparecida de Goiânia e Senador Canedo.

Entre os presos está o líder do grupo e responsável por enganar as vítimas durantes as ligações telefônicas. Ele já havia sido preso em 2014, pelo 17ª DP de Goiânia, por aplicar o mesmo golpe investigado. De acordo com as investigações, o cabeça do grupo tem a facilidade em fazer várias vozes e usa esse artifício para ludibriar as vítimas.

O golpe consiste em anunciar, em jornais de grande circulação no estado, na OLX ou em redes sociais, a venda do ágio de um veículo com parcelas de financiamento reduzidas. A vítima entra em contato com o número informado no anúncio, o anunciante se identifica como Militar do Corpo de Bombeiros Militar e diz que já havia vendido seu veículo, mas que tinha um familiar, que era pastor, que também estaria vendendo um veículo com condições semelhantes.

A vítima, então, entra em contato com a pessoa indicada, que geralmente se identifica como pastor da igreja evangélica, e este relata que estaria fechando a venda para um “garageiro” (vendedor de carro). A vítima demonstra interesse e o golpista diz que precisa resolver, ainda naquele dia, uma pendência judicial com sua ex-mulher e solicita a transferência de um valor com urgência, em troca de reservar o veículo como sinal do negócio.

As investigações apontam que o grupo criminoso está atuando desde 2019. Mais de 20 pessoas foram identificadas por venderem ou emprestarem seus cartões bancários para os estelionatários e também responderão pelo crime. Mais de 30 vítimas foram identificadas pelas ocorrências que fizeram, mas a polícia acredita que número pode ser maior, uma vez que a maioria sequer registra ocorrência dos fatos. Estima-se que os criminosos tenham lucrado mais de R$ 500 mil com o golpe.