Condenados por crimes apurados em operação da PCGO pegam mais de 200 anos de prisão

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O juízo da 1ª vara do crime organizado e lavagem de dinheiro de Goiás condenou, no dia 21 de junho, 10 réus da operação Déjà Vu, deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) em abril de 2021, a mais de 178 anos de prisão. As penas variaram de 04 a 42 anos, a depender do grau de envolvimento de cada réu, por crimes de tráfico interestadual de drogas e diversos outros. Somadas às condenações de outros 04 processos individuais dos réus que transportavam diretamente as drogas, as penas vinculadas ao caso ultrapassam 225 anos de prisão.

Considerado um dos maiores traficantes de cocaína do país, Ricardo Cosme Silva Santos, preso em Cuiabá pela Polícia Federal em 2015 e fornecedor de drogas do grupo, foi condenado a mais de vinte e sete anos. José Carlos Moreira da Cunha e Edson Marques da Silva, redistribuidores da droga em Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Norte, sofreram reprimenda de mais de 33 e 42 anos, respectivamente. A dupla era ligada ao então famoso traficante goiano Marcelo Gomes de Oliveira, o Zói Verde, preso pela DENARC em 2013 na Operação Esmeralda e morto na Bolívia em 2017.

A investigação, realizada entre 2020 e 2021, apreendeu 04 carregamentos de drogas e identificou inúmeros outros, focando os trabalhos nos membros mais relevantes da associação, como fornecedores, redistribuidores, operadores financeiros e responsáveis pela logística e adulteração dos veículos. O grupo, extremamente organizado e com rara expertise na atividade, promovia o transporte das drogas em compartimentos clandestinos de camionetas.

Na sentença, foram ainda decretados os perdimentos de diversos veículos, valores e dois imóveis, porém o contexto financeiro tramita em 03 inquéritos distintos, instaurados para apurações específicas de lavagem de dinheiro. Os réus, que tiveram as prisões preventivas decretadas em 2021, permanecerão presos durante o trâmite recursal.