Draco prende membros foragidos da cúpula do Comando Vermelho em Goiás em Matrinchã

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A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em continuidade à Operação Espectro, prendeu na data de ontem Edson Ferreira da Silva, por alcunha “Maria”, e sua esposa, Zaira Fernandes Silva. A captura se deu nesta sexta-feira (21).

Membros da cúpula do Comando Vermelho em Goiás, eles eram os encarregados pelo depósito, guarda e contabilidade da droga comercializada por essa organização criminosa. Ambos estavam foragidos desde o início da operação, pois haviam abandonado sua residência e fugido de Goiânia. Ao serem capturados pela Draco, eles estavam escondidos em uma chácara na zona rural de Matrinchã.

A operação Espectro foi desencadeada no dia 03 de agosto deste ano e foi o = resultado de seis meses de investigações, quando foram identificados e presos parte da cúpula do Comando Vermelho em Goiás. Naquela ocasião, foram presos Webert Amaral Dias, vulgo “Boi”, gerente financeiro da facção; Kleber Marques Correa, apelidado de “Gordão”, responsável pelo transporte de drogas e armas de fogo do grupo criminoso, e Thiago Alves de Sousa, mais conhecido como “Quebéqui”, o maior fornecedor de armas de fogo do grupo.

Cumpriram-se ainda mandados de prisão em desfavor de Hudson Dias Vieira Filho, que estava presos na ala B da Penitenciária Odenir Guimarães (POG) e de lá gerenciava toda a distribuição de droga e armas de fogo da facção, e de André Luís Oliveira Lima, chefe do Comando Vermelho em Goiás, que já estava preso em Santa Catarina e de lá liderava todas as ações criminosas da facção em território goiano.

Durante toda a operação, foram apreendidos oito armas de fogo, entre elas um fuzil americano marca Spikes Tactical calibre 556, 12 veículos, uma motocicleta Honda CB 1000, uma lancha triton 280 avaliada em R$ 250 mil e R$ 200 mil em dinheiro.

O inquérito policial foi concluído e remetido ao Poder judiciário. Todas as prisões temporárias decretadas durante a operação policial foram convertidas em preventivas pela juíza Placidina Pires, da 10ª Vara criminal de Goiânia.