Geccor deflagra Operação Metástase e cumpre quase duas dezenas de mandados de buscas

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O Grupo Especial de Combate à Corrupção (Geccor) deflagrou nesta quinta-feira (12) a Operação Metástase. Foram cumpridos 19 mandados judiciais de busca e apreensão. A operação teve a participação de 160 policiais civis e peritos criminais da Polícia Técnico-Científica.

A investigação apontou a existência de uma estrutura típica de organização criminosa, com a associação de indivíduos vinculados ao Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), nas pessoas de seus sócios e outros profissionais e antigos servidores da cúpula do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (IPASGO), em nítida divisão de tarefas direcionadas à estruturação e consecução de um esquema grandioso e fraudulento de desvios milionários de recursos da instituição pública. Os elementos colhidos até agora pelos policiais apontam indícios de superfaturamento de contas do INGOH por meio da criação de auditorias, criação e utilização de empresas terceirizadas para a consecução das auditorias fraudulentas com influência direta dos membros da antiga cúpula do IPASGO sobre os sócios da empresa. Além disso, teria havido apropriação de dinheiro público relativo a honorários médicos do IPASGO por parte do presidente do INGOH, sem a efetiva contraprestação de trabalho.

Somente em levantamento preliminar, a soma dos valores públicos apropriados indevidamente pela organização criminosa, decorrentes da relação fraudulenta IPASGO/INGOH, totalizou a quantia aproximada de R$ 50 milhões. O quantum milionário foi apurado pela Polícia Civil com apoio de auditorias interna e externa do IPASGO, bem como por meio de Boletim de Inspeção da Controladoria Geral do Estado (CGE). Os responsáveis devem responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, homicídio entre outros.