Operação Card Seeking: Polícia Civil prende suspeitos de aplicar o golpe do motoboy

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A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), desencadeou, na manhã dessa segunda-feira (15), a Operação Card Seeking que teve por finalidade o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária em face de suspeitos da prática do golpe conhecido como “Golpe do Motoboy” ou “Golpe do Cartão Clonado”.

Este golpe, que tem aumentado consideravelmente no período da pandemia da Covid-19, tem uma engenharia social que leva a vítima, geralmente idosa, por meio de ligação telefônica, em regra, para um telefone fixo, a acreditar que seu cartão bancário foi clonado. O interlocutor da ligação, se passando por funcionário da instituição financeira, a induz a fornecer os dados do cartão, inclusive a senha alfanumérica. Posteriormente, alegando que o cartão precisa ser retido ou levado até a polícia, faz com que a vítima o entregue a uma pessoa que irá buscá-lo em nome do banco. O serviço de busca é feito, muitas das vezes, por “motoboys” contratados, os quais nem sempre têm conhecimento de que participam de um golpe. Com o cartão e a senha em mãos, o golpista faz “a festa”, gastando todo o saldo existente na conta da vítima.

Por ocasião da operação, também foram autuadas em flagrante duas pessoas pela prática do crime, em tese, de receptação qualificada. Eles devem ser ainda indiciados por estelionato. Durantes as buscas, os policiais civis apreenderam diversos documentos, uma camionete, um jet ski, 12 maquinetas de cartão utilizadas no golpe, objetos adquiridos com cartão de crédito de terceiros, além de vários outros itens, como joias e garrafas de bebidas avaliadas em mais de R$ 2 mil a unidade.

As investigações continuam, várias vítimas foram localizadas e a polícia agora trabalha para identificar e prender outros integrantes do grupo criminoso que tem vitimado idosos da capital e grande Goiânia. O nome da operação faz alusão à “busca do cartão”, ato praticado pelos golpistas.