Operação mira uso de drones por detentos do Complexo Prisional

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A Delegacia de Repressão às Atividades Criminosas Organizadas (Draco), com apoio da Polícia Penal do Estado de Goiás, deflagrou, no dia 30 de novembro, operação policial denominada V.A.N.T (Veículo Aéreo Não Tripulado), visando dar cumprimento a 18 mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão nos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Goianira, Bela Vista de Goiás, Senador Canedo, Morrinhos, Anicuns e Joviânia, bem como em uma ala inteira da Casa de Prisão Provisória (CPP).

Segundo a delegada Débora Melo, a investigação identificou grupo criminoso especializado no ingresso de materiais ilícitos, tais como entorpecentes,  aparelhos celulares, chips e carregadores, dentro da Casa de Prisão Provisória, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, mediante a utilização de drones.

De acordo com o inquérito policial, no ano de 2021 foram constatados 85 registros relativos à atividade de drones nas imediações do presídio de Aparecida de Goiânia, em contraposição a apenas sete ocorrências no ano de 2020.

O “serviço de entrega” de drogas e celulares por meio de drones é requisitado e custeado por detentos, que também já foram individualizados no procedimento investigativo e pertecentes a facção criminosa. “O inquérito também elucidou que o grupo criminoso possui relevante poder econômico, pois o custo operacional para a execução de uma única “viagem” de drone pode chegar a R$ 50 mil”, explica a delegada.

Dentre as funções desempenhadas pelos integrantes do grupo, foram identificados operadores financeiros, instrutores de drones, pilotos de drones e auxiliares. Os investigados irão responder pelos crimes de associação criminosa, tráfico de drogas, associação ao tráfico e favorecimento real.