Operação Interposto: Polícia Civil frustra esquema fraudulento de venda de veículos com uso de contas bancárias de laranjas

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A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GREF/DEIC), desencadeou, na manhã de hoje (29), operação policial que teve por finalidade o combate ao chamado “golpe do falso intermediário”.

Este golpe, que tem aumentado consideravelmente, tem como engenharia social a realização de uma transação comercial de compra e venda de veículos por meio de aplicativos de vendas. Um intermediário (golpista) convence tanto o vendedor quanto o comprador do veículo a não se comunicarem diretamente para, ao final da suposta negociação, induzir que o valor da venda seja depositado em uma conta bancária indicada por ele. Recebido o dinheiro, normalmente em conta de laranjas, o golpista some e deixa as vítimas no prejuízo.

Nas investigações, que duraram cerca de seis meses, foi representado ao Poder Judiciário pela decretação, dentre outras, de medidas de prisão temporária e busca e apreensão em domicílio, as quais foram deferidas depois da manifestação favorável do Ministério Público.

Os mandados, dois de prisão temporária e dois de busca e apreensão em domicílio, foram cumpridos pelos investigadores do GREF/DEIC e da Delegacia Regional da cidade de Posse, onde uma das presas está residindo.

No caso sob apuração, uma das vítimas, residente no interior do estado, teve um prejuízo de cerca de R$ 67.500, dinheiro depositado em uma conta bancária e depois pulverizado em outras. Interrogada, uma das presas confessou o recebimento do dinheiro produto do crime em sua conta, porém, nega que tivesse conhecimento da origem ilícita dos valores. A outra presa será submetida a interrogatório no prazo da prisão temporária, inicialmente de cinco dias.

A suspeita é de que existam outras vítimas do mesmo golpe, razão pela qual as investigações seguem em andamento e novas prisões podem acontecer. Até o momento, foram presas duas mulheres e apreendidos eletrônicos e documentos que servirão para a instrução do inquérito policial. Comunicadas as prisões, as presas passarão à disposição da Justiça.