Operação Irmandade: PCGO prende integrante de associação criminosa que praticou golpes contra idosos; irmã já havia sido presa pelo mesmo crime

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A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GREF/DEIC), cumpriu mandado de prisão pelo delito de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa de uma mulher de 23 anos, integrante de associação voltada à prática de golpes do “número novo”. Ela foi presa na tarde da última sexta-feira (16).

Este é um desdobramento da prisão em flagrante da irmã da suspeita, ocorrida no final do mês passado, em 25 de junho. Por isso, a operação foi batizada com o nome de Irmandade. Durante as investigações, foi possível vincular o envolvimento do grupo em pelo menos cinco outros crimes da mesma natureza e modus operandi, adiante listados. Ressalte-se que todas as vítimas são residentes em Goiânia:
1. Vítima mulher de 86 anos, crime ocorrido em 12/06, prejuízo de R$ 3.500,00
2. Vítima mulher de 61 anos, crime ocorrido em 18/06, prejuízo de $ 3.000,00
3. Vítima homem de 74 anos, crime ocorrido em 22/06, prejuízo de R$ 2.500,00
4. Vítima mulher de 60 anos, crime ocorrido em 24/06, prejuízo de R$ 4.989,00
5. Vítima homem de 61 anos, crime ocorrido em 24/06, prejuízo de R$ 14.978,99.

Nos cinco casos, os criminosos utilizaram as fotografias dos filhos das vítimas em perfis do aplicativo Whatsapp e solicitaram as transferências de valores, sob as mais diversas alegações. Acreditando na conversa enganosa, os idosos efetuaram as transferências.

A autora foi presa no Setor Morada do Sol, região noroeste de Goiânia. Além da prisão, as contas bancárias de três pessoas foram bloqueadas, por solicitação da autoridade policial. Após o bloqueio, foi possível recuperar parcela do valor transferido pelas vítimas.

Pelas razões expostas, a investigada responderá pelos delitos de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa, com previsão no art. 171,§2º-A e art. 288, ambos do Código Penal. As investigações continuam no intuito de identificar demais criminosos beneficiários do esquema. A autuada foi recolhida no Presídio e encontra-se à disposição da Justiça.