Operação Morfina cumpre 18 mandados judiciais contra esquema criminoso dentro do Ipasgo

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Os policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) deflagraram, neste 1º de julho, a primeira fase da Operação Morfina. A operação foi feita com apoio da Superintendência de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (SCCCO).

Foram cumpridos oito mandados judiciais de afastamento das funções públicas, quatro mandados de busca e apreensão e seis mandados de intimações simultâneas. As medidas fazem parte de um inquérito policial que investiga os crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e inserção de dados falsos em sistemas de informações.

Os alvos da operação são empregados da empresa GT1 Tecnologia, que presta serviços terceirizados ao Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo). Segundo as investigações, eles se valiam de suas funções no Setor de Tecnologia de Informação do instituto para praticar uma série de fraudes, que beneficiavam ilegalmente prestadores de serviços – como médicos, clínicas, laboratórios e hospitais – e causavam enorme lesão ao erário. O prejuízo ao Ipasgo é estimado pela Polícia Civil na casa de milhões de reais. E há indícios de que o esquema criminoso teria começado a operar no ano de 2015. As investigações registraram que em um dos casos, um laboratório chegou a receber por 200 exames de sangue feitos a um único paciente, o que demonstra a fraude contra o instituto.

Delegados responsáveis: Rhaniel Almeida e Webert Leonardo.