Operação Nômades prende autor de homicídio em Pernambuco; autor faz parte de clã de ciganos

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O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde, sob o comando do delegado Danilo Fabiano, esclareceu autoria de um grave crime de homicídio ocorrido no dia 22 de fevereiro deste ano, no Bairro Laranjeiras, em Rio Verde. A vítima foi cruelmente alvejada por vários disparos de arma de fogo (calibre .380 e .40), enquanto consertava seu veículo na garagem da própria casa e conversava com sua mãe.

De acordo com as investigações, os autores estavam vestidos com coletes e se apresentaram como policiais. Ao adentrarem na residência da vítima, sem lhe oferecer qualquer possibilidade de defesa, dispararam contra ela. Mãe e esposa da vítima pediram clemência aos autores e presenciaram todo o crime.

A elucidação do crime, extremamente complexa, resultou que três indivíduos, os quais fazem parte de um clã de ciganos do Estado do Pernambuco, responsáveis por vários crimes naquele Estado e no Estado do Ceará, seriam os autores.

Há 22 anos, o padrasto da vítima foi assassinado por autores do mesmo clã. Naquela ocasião, a vítima foi alvejada por seis disparos de arma de fogo, contudo, sobreviveu. Desde então, vítima e familiares foram embora de Pernambuco sem deixar rastros, por medo dos suspeitos que, segundo a Polícia Judiciária do Estado do Pernambuco, são extremamente perigosos.

Após representação do GIH pela prisão preventiva dos suspeitos e por buscas e apreensões em nove locais-alvo, foi firmada parceria com a Polícia Judiciária do Estado do Pernambuco para cumprimento dos mandados judiciais.

Os referidos mandados de busca e apreensão e um dos mandados de prisão foram cumpridos, na última quinta-feira (07), pela Polícia Civil pernambucana (24ª Delegacia Seccional), com apoio da PM e Ministério Público. Foram apreendidas várias armas de fogo (09 armas de diversos calibre) inúmeras munições, grande quantidade em dinheiro e demais objetos.
A vítima, conforme laudos periciais, foi alvejada por projéteis de armas de fogo .380 e .40, semelhantes às apreendidas na Operação Nômades.