Polícia Civil apresenta criação do Geacri ao MP, Defensoria, OAB e outros órgãos estaduais

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A Direção-Geral da Polícia Civil de Goiás apresentou, na tarde de hoje (02), aos membros do Ministério Público de Goiás, Defensoria Pública, OAB e órgãos estaduais sua mais nova unidade investigativa, o Grupo Especializado no Atendimento à Vítima de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (GEACRI). O grupo foi criado por meio de portaria e deve começar a funcionar até meados do mês de julho. A apresentação foi conduzida pelo Delegado-Geral da PCGO, Alexandre Lourenço, e pelos delegados Joaquim Adorno, que será o titular do Geacri, e Daniel Adorni, diretor da Escola Superior da Polícia Civil (ESPC), os quais auxiliaram na elaboração do ato administrativo que criou o novo grupo, bem como em sua implantação. O Delegado-Geral, Alexandre Lourenço, ressaltou que o policial civil, desde sua formação inicial ao ingressar na carreira, já será treinado para atender as demandas de direitos humanos: “Esse é o tom que queremos implantar para o policial do futuro”, declara.

A apresentação aconteceu na ESPC. Participaram da reunião Felipe Oltramari, Promotor de Justiça do CAO Criminal; Tamara Andréia Botovchenco Rivera, Promotora de Justiça e Coordenadora da área de Políticas Públicas, Direitos Humanos e do Núcleo de Gênero do MPGO; Felipe André Aldremari, Promotor de Justiça; Roberto Serra, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO; Philipe Arapian, Defensor Público e Coordenador do Núcleo Especializado em Direitos Humanos da Defensoria do Estado de Goiás; Wellington Matos de Lima, Secretário da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (SEDS); Rosilene Oliveira Guimarães, Superintendência da Mulher e da Igualdade Racial.

Após a apresentação, as autoridades elogiaram o fato da PCGO ter sido precursora na criação do grupo, especialmente, do modelo delegacia-escola. A Polícia Civil de Goiás é uma das poucas polícias judiciárias do país a criar um grupo investigativo de proteção aos direitos humanos e investigação de crimes raciais e de ódio. Para o Delegado-Geral Alexandre Lourenço, esta é uma política de Estado que se materializa na instituição Polícia Civil.