Gerente de empresa de vistoria e responsável por documento de veículo são presos por receptação

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A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (20), Carlos Henrique Alves de Oliveira e João Bosco da Silva pelo crime de receptação.

A 2º Delegacia de Polícia de Aparecida de Goiânia recebeu de uma empresa de vistoria veicular a informação de que um caminhão trator, ao ser vistoriado, estaria com o motor adulterado.

A equipe deslocou-se imediatamente até o local e conduziu à Delegacia Carlos Henrique, gerente da empresa, e João Bosco, que tentava regularizar a documentação, a fim de analisarem os fatos.

Ao serem entrevistados, eles entraram em contradição nas informações. Após pesquisa no celular, os agentes encontraram conversas no aplicativo Whatsapp entre os dois, as quais caracterizavam a pretensão em regularizar a situação do motor, já que era produto de roubo na cidade de Ponta Grossa. Para cometer o crime, Bosco recebeu R$ 6.200,00.

Diante dos fatos, Carlos Henrique e João Bosco foram autuados em flagrante delito pelo crime de receptação.

Atualização (27 de junho):
A assessoria de Imprensa da Polícia Civil recebeu, no dia 27 de junho, solicitação do Sindicato dos Despachantes do Estado de Goiás (Sindego), para que o termo em referência a João Bosco fosse retificado. No texto original divulgado neste espaço, João Bosco era caracterizado como “despachante”. De acordo com documento enviado pela entidade, no entanto, o homem preso não integra a classe empresarial despachante em Goiás.

Conforme esclarece o pedido, é considerado despachante  autônomo apenas a pessoa jurídica constituída nos moldes da Lei Federal 10406, de 10 de janeiro de 2002, que atenda às prescrições do seu art. 968 e contenha a previsão dessa atividade em seu contrato social, o que não era o caso de João Bosco. “O Sindicato vem constantemente lutando contra as ações de falsos despachantes”, informa o texto.