Homem é preso em Goianira suspeito de operar “central dos golpes”

193

Um homem de 30 anos foi preso em flagrante, na tarde dessa quarta-feira (07), no centro de Goianira. Ele é suspeito de praticar estelionato contra várias vítimas e operar uma “central dos golpes”.

A Delegacia de Polícia (DP) de Goianira tomou conhecimento do fato após receber denúncias anônimas de uma empresa de mototáxi, dando conta de que um estelionatário vinha conseguindo acesso a cartões bancários de diversas vítimas na cidade de Goianira com o objetivo de subtrair valores de contas bancárias. Para tal, o autor usava o pretexto de ser agente da Polícia Federal investigando clonagem dos dados das vítimas. “Ele dizia pra as vítimas ligarem no 0800 do banco, cujo número consta no cartão, mas ele conseguia ‘puxar’ a ligação, que caía na central telefônica clandestina do estelionato. Eles se passavam por membros do banco e conseguiam as senhas das vítimas”, afirma a delegada Carla de Bem Monteiro.

Após investigação, o suposto autor foi preso em flagrante no terminal de transporte público de Goianira, enquanto tentava fugir. Foram apreendidos cerca de 10 máquinas de cartões bancários utilizadas nos golpes, 30 cartões de crédito subtraídos das vítimas, além da quantia em dinheiro de R$ 4 mil. O material foi encontrado numa pousada onde o homem estava hospedado. “Ele sacava no caixa eletrônico o limite diário e passava os cartões das vítimas em máquinas de crédito e débito que ele carregava”, diz a delegada Carla.

O autuado é proveniente do estado de São Paulo e confessou ter vindo a Goiás tão somente para perpetrar os golpes. A Polícia Civil já identificou quatro vítimas e acredita haver mais seis em Goianira, além de outras em Goiânia, Inhumas e outras cidades, já que o homem afirmou ter vindo de Curitiba e, no caminho, aplicou o golpe em várias pessoas.

A imagem e qualificação do investigado foi divulgada em razão da primazia do interesse público sobre o particular, no caso em questão, tendo em vista ser possível que o investigado tenha feito outras vítimas, de modo que a publicação encontra-se em conformidade com os ditames da Lei n.º 13.869/2019 e Portaria n.º 02/2020 da PCGO.