Operação Fogo Cruzado prende autores de homicídio a vítima de comunidade cigana em Guapó

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A Polícia de Goiás, por meio da Delegacia de Guapó, em operação conjunta com a Polícia Militar de Goiás e de Minas Gerais e a Polícia Civil mineira, prendeu em flagrante dois autores de crime de homicídio qualificado ocorrido nessa quinta-feira (16/3), na zona rural de Guapó. Segundo o apurado, a vítima (32 anos) e os autores (dois homens, um de 40 e outro de 30 anos) fazem parte de uma comunidade cigana da cidade de Guapó, sendo que a vítima estaria devendo a quantia de R$ 70 mil para os autores. Por esse motivo, os suspeitos foram até a casa de da vítima, assassinando-o com vários disparos de arma de fogo.

Imediatamente foi montada uma força-tarefa entre as forças de segurança pública, com intensa troca de informações. Foi apurado então que os autores haviam fugido para o estado de Minas Gerais. A PMMG foi avisada da ocorrência e realizou um cerco policial, prendendo os suspeitos, os quais estavam de posse de documentos falsos e duas pistolas (provavelmente as armas utilizadas no homicídio). Após a prisão dos autores, os policiais civis da Delegacia de Guapó entraram em contato com policiais da PCMG e informaram do ocorrido, munindo a polícia mineira de elementos de convicção que proporcionaram a possibilidade da confecção de Auto de Prisão em Flagrante em desfavor dos suspeitos. Foi providenciado, inclusive, o deslocamento das testemunhas do crime do homicídio para a cidade de João Pinheiro (MG), para que fosse possível a lavratura do APF, nessa sexta-feira (17/3). Na manhã deste sábado (18/3), familiares da vítima colocaram fogo na casa de um dos autores, após terem conhecimento da prisão. Um inquérito policial também foi instaurado para apuração de incêndio criminoso.

A prisão se deu em meio à Operação Fogo Cruzado. A divulgação da identificação dos presos foi precedida nos termos da Lei nº 13.869/2019, portaria nº 547/2021 – PC, mediante despacho do delegado responsável pela prisão, justificado pelo fato de poder auxiliar no surgimento de novas provas do crime.