Operação Influência Fake: Polícia Civil investiga grupo criminoso suspeito de prometer emprego em cargos comissionados do governo

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A Polícia Civil do Estado de Goiás, através da 15ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) de Goiânia, deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Influência Fake. A ação policial visou o cumprimento de quatro mandados de prisões temporárias e um de busca e apreensão em desfavor de quatro membros de uma associação criminosa voltada para a prática de estelionatos nos quais os autores enganavam as vítimas com falsas promessas de obtenção de cargos comissionados junto ao governo estadual.

As investigações mostraram que os suspeitos captavam interessados em obter vagas em cargos comissionados junto ao governo estadual. Em seguida eram realizadas reuniões visando dar credibilidade às promessas nas obtenções das vagas e propostos os termos e valores que seriam destinados a alguém com influência junto ao governo estadual para que os cargos fossem obtidos. Durante esses encontros, entrava em cena mais um membro da quadrilha, este apresentado aos interessados como sendo a pessoa que teria contatos junto ao governo estadual e que obteria as vagas após o pagamento dos valores solicitados.

A associação criminosa tinha como membro e captador de interessados um cirurgião dentista e sua participação tinha a finalidade de dar credibilidade ao golpe, sendo os encontros realizados em seu consultório odontológico.

Até o presente momento, 10 vítimas da quadrilha foram identificadas, sendo apurado que os interessados repassavam em média R$ 20 mil aos estelionatários para a obtenção das vagas fictícias. O valor dos prejuízos chega a R$ 200 mil.

Em um episódio, ocorrido no dia 18 de julho de 2019, três das vítimas e membros de uma mesma família teriam sequestrado o cirurgião dentista e exigido de sua esposa, a título de libertação, a devolução dos valores repassados à quadrilha para a obtenção das falsas vagas. Por esse fato, as vítimas do golpe foram presas e atuadas em flagrante pelo crime de extorsão.

Durante a operação, os integrantes da associação criminosa foram detidos temporariamente, medida essa destinada a auxiliar nas investigações. Na operação foram ainda cumpridas buscas nas residências dos suspeitos com a finalidade de apreender objetos e documentos que podem ser úteis às investigações.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de estelionato e associação criminosa, delitos estes que, somados, prevem penas de até 08 anos de reclusão.