PCGO e PCDF fazem operação contra grupo criminoso que desviava cargas de soja

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Policiais civis da 16ª DP da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e da Polícia Civil de Goiás, por meio da 11ª DRP, deflagraram, no dia 20 de outubro, a Operação Helicoverpa, nome de uma lagarta considerada praga, de difícil combate e que devasta plantações inteiras de soja. Durante a ação, com foco no desvio de cargas do grão, quatro pessoas foram presas, sendo um dentista que possuía uma pequena propriedade, dois motoristas de caminhão e o gerente do crime, que coordenava os golpes.

As investigações da 16ªDP demonstraram que a quadrilha atuava se oferecendo para fazer frete de grandes cargas de soja com seguro contratado e, no trajeto, desviavam a carga para o depósito do grupo, onde as placas dos caminhões eram trocadas. Na sequência, o grupo entregava a soja nas empresas de compra do grão, mas com a carga em nome do dentista, simulando que havia sido colhida na pequena propriedade dele. O pagamento era recebido pelo falso produtor e dividido com os comparsas.

Para finalizar o golpe, os criminosos colocavam as placas originais e simulavam que teriam sido vítimas de algum crime, como furto ou roubo e até mesmo extravio da carga, alegando furos na carroceria e registrando ocorrências policiais para que o seguro fosse pago, a fim de que nem o produtor e nem o comprador ficassem no prejuízo.

Dessa forma, diante do registro de falso crime na delegacia de polícia, as diligências foram iniciadas e restou comprovada a fraude. Durante as investigações, foi possível constatar outras duas ocorrências falsas, uma anterior e outra posterior, além de boletins registrados em outras unidades federativas. Estima-se que o grupo faturou em um único contrato mais de R$ 170 mil de entrega de carregamento de grãos de soja.

Com o dinheiro do ilícito, os investigados compraram casas e carros novos, sendo os bens alvos de bloqueio judicial. Além de celulares, notebooks, documentos diversos, quatro veículos auferidos pelos indiciados com a vantagem indevida foram apreendidos e ativos financeiros do grupo foram bloqueados, para garantir o ressarcimento da vítima, impedir novos delitos e restaurar a ordem pública. Armas de fogo foram apreendidas na casa do dentista, que irá responder preso pelo crime de posse irregular de arma de fogo.

Os criminosos foram indiciados nos crimes de furto mediante fraude, falsa comunicação de crime, adulteração de sinais identificadores e associação criminosa e também serão investigados pelo crime de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Cabe ressaltar que o MPDFT, confirmando a conclusão das investigações, recorreu à 1ª Turma Criminal do TJDFT que, por unanimidade, expediu os mandados de prisão dos envolvidos.

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