Polícia Civil conclui investigação de estelionatário que ostentava vida de luxo

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A Delegacia de Polícia (DP) de Goianira concluiu nessa quinta-feira (07) inquérito policial e indiciou Roberto Luiz Ramos, 37 anos, pela prática dos crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos e particulares. Na mesma investigação foram indiciados também sua esposa Andrea de Lima Batista Gomes, 36 anos, por participação nos crimes de estelionato e associação criminosa, e também o irmão de Roberto, Vanderlei Alves Ramos, 36 anos, por associação criminosa.

A apuração começou no início do ano de 2017, após denúncia de uma loja de cosméticos de Trindade (GO) que vendeu produtos ao autor e sua esposa e teve prejuízo de mais de R$ 43 mil reais, já que os pagamentos foram feitos com cartões de crédito fraudados. Em abril daquele ano, policiais civis de Goianira realizaram operação para apreender parte da mercadoria, documentos falsificados e máquinas e cartões de crédito.

Foi feita representação pela prisão de Roberto Luiz Ramos, que não foi encontrado na época e estava foragido desde então. Aprofundando as investigações, o inquérito encontrou provas de que o indiciado também falsificava documentos públicos e particulares para si e terceiros, fazia uso de três identidades civis e seis CPFs diferentes. Roberto ainda teria praticado estelionato contra uma distribuidora de produtos odontológicos, usando indevidamente dados pessoais de dentistas, além de se associar a outras pessoas, inclusive sua esposa e irmão, para a prática de crimes. A investigação constatou que o suspeito utilizava os cartões fraudados para ter uma vida de luxo e ostentação, frequentando restaurantes, viagens e eventos esportivos.

Roberto Luiz Ramos e Everson Iury Ferreira Sá Campos, de 27 anos, foram presos em flagrante no final do mês de janeiro deste ano pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), vinculado à Deic, por cometerem os crimes de estelionato e uso de documento falso. Na ocasião, foi dado cumprimento ao mandado de prisão preventiva.

Após a prisão, Roberto foi interrogado na Delegacia de Polícia (DP) de Goianira e confessou os crimes, embora negue o envolvimento de sua esposa e seu irmão. Agora seguirá recolhido no presídio local.