Polícia Civil cumpre prisão temporária de suspeito de matar e jogar corpo de vítima em um rio de Bonfinópolis

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Mensagem encaminhada pelo autor, se passando pela vítima, que já estava morta

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia (DP) de Bonfinópolis, – com apoio da 2º Delegacia Regional, Instituto de Identificação da Polícia Civil e 1º Núcleo Regional da Polícia Técnico-Científica -, cumpriu na última quinta-feira (19), mandado de prisão temporária em desfavor de um jovem de 25 anos de altíssima periculosidade (histórico de roubo majorado, receptação, porte de arma e adulteração de veículo) por envolvimento no homicídio qualificado por meio cruel. A vítima é Ademostero Batista da Silva, 48 anos, ambos vizinhos e compadres, moradores de Bonfinópolis.

Segundo apurado, no início do mês de fevereiro deste ano, o suposto autor tomou conhecimento de que seu vizinho teria enviado mensagens de cunho sexual para sua esposa, assediando-a, inclusive oferecendo valores em troca de relação sexual. Em seguida, de forma premeditada, teria surpreendido a vítima, durante o período noturno, agredindo-lhe com pauladas, causando múltiplas lesões, como fraturas de ossos faciais (nasal, maxilar, mandibular e frontal), lesão torácica. Além disso, teria extraído os glóbulos oculares e dentários da vítima, causando-lhe a morte com 7 golpes de facas pelo corpo. Em continuidade, colocou a vítima no porta-malas, se dirigiu à ponte do Rio das Caldas, município de Leopoldo de Bulhões, lançando-a abaixo e ocultando o corpo.

A investigação, que durou cerca de 7 meses, descobriu que o suposto autor, após a morte, pegou o celular da vítima e escreveu mensagens aos familiares dizendo que sairia da cidade, para local sem contato, com intenção de induzir a erro e simular que a vítima estaria viva.

O autor se encontra recolhido em cela na Delegacia Regional de Aparecida de Goiânia, pelo período de 30 dias, quando será postulada sua prisão preventiva, para responder preso, durante a instrução.

Destaca-se o apoio irrestrito do Instituto de Identificação na identificação do corpo da vítima e do Instituto de Criminalística (1º Núcleo), nas perícias necessárias, como de local de encontro de cadáver e em busca de vestígios.