Polícia Civil elucida homicídio contra motorista de aplicativo em Valparaíso; corpo foi encontrado em porta-malas do carro

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A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Valparaíso, concluiu nesta semana as investigações sobre um homicídio praticado em face de um motorista de aplicativo e uma tentativa de homicídio contra o passageiro que com aquele estava. Delineada a dinâmica dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão temporária dos envolvidos. Higor de Oliveira Vieira da Silva, 26 anos, um dos autores, está foragido e segue sendo procurado pela Polícia Civil. Quem tiver notícia de seu paradeiro, pode prestar informações à PCGO pelo Disque-Denúncia 197 ou pelos telefones fixos do GIH de Valparaíso: (61) 3629-8512 / 8514. Um comparsa de Higor foi localizado e preso, nessa terça-feira (19), em Valparaíso. Os envolvidos devem ser indiciados por homicídio qualificado, homicídio tentado e por furto. O caso foi batizado de Operação Procusto, que significa o anfitrião homicida.

O caso

O fato ocorreu no dia 12 de janeiro deste ano, no Setor de Chácaras Anhanguera C, em Valparaíso de Goiás. Naquela data, Geraldo Iris Gontijo Damasceno, 51 anos, motorista do aplicativo 99 POP e morador do Distrito Federal, foi acionado para levar um passageiro até Valparaíso de Goiás. A bordo de seu veículo VW/UP de cor branca, aceitou uma segunda corrida, também em Valparaíso, cujo solicitante foi Dyego de França Santos, 31 anos. A corrida tinha como ponto final o casa da genitora de Higor de Oliveira, o qual estava, na madrugada daquela data, aguardando a chegada de Dyego.

Pelas informações colhidas, Dyego passou a madrugada discutindo por telefone com Higor, quando aquele decidiu pegar uma corrida por aplicativo para se acertar com Higor no local em que ele estava. Todavia, Higor, que estava com uma outra pessoa, ao visualizar a chegada do veículo, de imediato disparou contra o passageiro Dyego, que conseguiu correr. Em seguida, Higor executou a vítima Geraldo com alguns disparos na região da cabeça. Após, continuou os disparos contra Dyego, o qual caiu sem reação ao final da rua. Ato contínuo, o comparsa de Higor, com ajuda de um terceiro (o qual sustenta ter agido sob coação moral irresistível), colocou o corpo de Geraldo no porta-malas, fez o giro do veículo e, com Higor, colocou o corpo de Dyego no banco traseiro. Em seguida, levou o veículo ao Setor de Chácara Anhanguera B, Valparaíso, e o abandonou no local, subtraindo os pertences de Geraldo, tal como celular e carteira.

Moradores do Setor de Chácaras Anhanguera B encontraram o carro com a vítima Dyego ainda respirando. Assim, o veículo, que estava com as chaves, foi conduzido até o hospital de Valparaíso. A equipe médica aconselhou que a vítima fosse encaminhada para o Hospital de Santa Maria, no DF. Somente quando chegaram no hospital do DF, os socorristas, que tentavam identificar a vítima alvejada, abriram o porta-malas e verificaram a existência do corpo de Geraldo. Os socorristas acionaram então a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que registrou a ocorrência.

A partir de então, a 1ª DDP e o GIH de Valparaíso foram comunicados do fato e iniciaram investigação, uma vez que os crimes foram praticados e consumados em Valparaíso de Goiás. Foi instaurado inquérito policial que apurou o caso e concluiu pelo indiciamento dos envolvidos. Ainda de acordo com a investigação, o motivo da desavença entre Higor e Dyego é que Higor acredita que Dyego teria matado o irmão daquele, de nome Sydney, em meados de 2017. Por isso, efetuou disparos de arma de fogo contra Dyego no intuito de matá-lo por vingança.