Concluído inquérito de feminicídio de Jéssica Sales, em Planaltina

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No dia 25/11, data definida como Dia Internacional de Combate à Exploração da Mulher, a Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da DEAM e GIH de Planaltina, concluiu o inquérito que apurou o feminicídio de Jéssica Sales.

A vítima, inicialmente dada como desaparecida desde o dia 12/11/2022, foi encontrada por policiais militares morta e enterrada em uma fossa no interior de sua casa, no dia 15/11/2022.

Nessa data, os PMs localizaram o ex-companheiro da vítima, que confessou os crimes. Considerando que a morte havia sido consumada três dias antes, o companheiro não pode ser autuado em flagrante pelo homicídio,  mas sim pela ocultação de cadáver. No dia 16/11/2022, a PC prosseguiu nas investigações e prendeu em flagrante, também por ocultação de cadáver, um homem que auxiliou o primeiro suspeito a enterrar o corpo.

Conforme apurado nas investigações, foi constatado que Jéssica foi morta por enforcamento cometido, em tese, por seu ex-companheiro dentro do imóvel em que residiam, na manhã de sábado (12), enquanto os filhos do casal dormiam. Na sequencia, o homem colocou o corpo no interior de uma fossa desativada na frente da casa, contando com o auxílio de um comparsa para aterrar o corpo.

Destaca-se que o autor confesso do crime havia informado o desaparecimento de Jéssica para os familiares e filhos, dizendo que ela havia saído para resolver problemas em Brasília e não sabia o porquê de não retornar. Diante disso, familiares, amigos e o próprio algoz fizeram postagens em redes sociais em busca da mulher, que já estava morta.

O autor confirmou que o casal estava em processo de separação e, dias antes do crime, ela havia registrado ocorrência em seu desfavor – porém, por não ter desejado vê-lo sendo processado, deixou de representar criminalmente. O feminicídio de Jéssica gerou grande clamor social na cidade de Planaltina, localizada no entorno norte do Distrito Federal.

Ao final do inquérito, o autor foi indiciado pelo homicídio com três qualificadoras – motivo torpe, asfixia e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino -, bem como ocultação de cadáver, e segue preso preventivamente na Cadeia Pública de Planaltina.