Força-tarefa identifica mais um suspeito de estupros em Aparecida de Goiânia

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Um jovem de 26 anos foi preso suspeito de ameaçar, estuprar e roubar duas mulheres em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Ele também é investigado pelo abuso de uma adolescente. Jackson Fernandes Santos foi identificado a partir da Força-Tarefa 213,  instituída para esclarecer estupros em série no município, e que resultou na prisão de Wellington Ribeiro da Silva, de 54 anos, suspeitos de mais de 50 crimes do tipo na região.

Preso no dia 17 de setembro, Jackson se reconhece nas câmeras de segurança que registraram momentos antes dos crimes, mas diz que não se lembra do ocorrido. “Na imagem que mostram sou eu, mas eu tenho problemas, bebo, uso droga e não me lembro de ter feito isso. Fiquei sabendo só quando me prenderam”, disse ele, durante apresentação realizada na manhã desta sexta-feira (27), na sede da Delegacia Regional de Aparecida.

Os crimes investigados são de uma menina de 13 anos, em fevereiro; o de uma mulher, em 27 em junho; e o de outra jovem, de 22 anos, em agosto. Segundo o delegado Álvares Lins, integrante da força-tarefa, em um dos casos, o suspeito perseguiu uma mulher de moto, a levou para um terreno baldio, roubou o celular e a estuprou. “Por fim, ele ainda a ameaçou, dizendo que sabia onde ela morava e, se ela o denunciasse, ia matá-la”, disse.

Já no outro caso, segundo os investigadores, ele seguiu de carro uma mulher que descia do ônibus, a abordou com uma faca, roubou o celular e a estuprou. Nesses dois casos, a Polícia Civil já concluiu o inquérito e indiciou Jackson pelos crimes de roubo e estupro. A investigação sobre o abuso contra a adolescente está em fase final. Na casa do suspeito, a polícia apreendeu as roupas e o carro que ele teria usado em um dos crimes. Além disso, a polícia encontrou o celular de uma das vítimas onde ele morava.

A delegada Ana Paula Machado acredita que o número de vítimas pode ser maior. “Nós acreditamos que é importante a divulgação da imagem do autor de estupro considerando o interesse público. São crimes graves que, após a divulgação, outras vítimas conseguem fazer o reconhecimento e procurar a polícia”, disse.