PCGO investiga empresas de consórcio que atuavam sem autorização, em Anápolis

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A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Regional de Anápolis, realizou, nesta sexta-feira (10), busca e apreensão em um escritório de representação de consórcios no centro de Anápolis.

No último dia 25 de novembro, uma vítima residente na Vila Jaiara registrou ocorrência no 4º Distrito Policial, informando que em julho deste ano realizou um contrato de adesão em grupo de consórcio de imóveis, com empresa sediada em São Paulo, junto ao representante de Anápolis, pagando, entre parcela e lance, mais de R$ 7.000,00.

Realizando consulta no site do Banco Central do Brasil, constatou-se que a empresa nunca teve autorização da instituição para operar no ramo de consórcios, tratando-se de empresa de fachada – inclusive, que já foi baixada junto à Receita Federal em outubro de 2021.

Diante desta situação, foi realizada representação junto ao Poder Judiciário de Anápolis, visando realizar buscas na empresa representante.

Durante a busca, não foram encontrados os contratos de clientes assinados com a empresa de São Paulo, mas foram encontrados alguns contratos de clientes com uma outra empresa que também não possui autorização do Banco Central do Brasil para operar no ramo de consórcios.

Foram apreendidos, além de documentos, um aparelho celular e um notebook para análise, visando auxiliar nas investigações. No local havia cerca de 15 pessoas trabalhando.

Não se sabe ao certo, ainda, o número de vítimas. A Polícia Civil alerta que toda empresa que visa atuar no ramo de consórcios precisa de autorização do Banco Central do Brasil, devendo os interessados realizar consulta no site da instituição para saber se a empresa possui ou não autorização.

As empresas se chamam CONFITT CONSÓRCIOS LTDA e MUNDIAL ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA.

O inquérito policial será concluído e encaminhado ao Judiciário ao final das investigações, possivelmente em janeiro, e, caso alguém tenha realizado contrato com estas empresas de consórcio deve procurar a Delegacia de Polícia.

Inicialmente os autores foram indiciados pelo crime de estelionato, mas as investigações continuam para apuração de uma possível associação criminosa, com penas que podem chegar a 8 anos de prisão.