Dois são presos em flagrante e esquema de tráfico é desestruturado no Jardim Santa Luzia, em Luziânia

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A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da ação do Grupo de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Luziânia, após investigações, representou, nesta sexta-feira (17), ao Judiciário para o cumprimento de mandados de busca e apreensão em três endereços em Luziânia, no Jardim Santa Luzia, onde ocorria o crime de tráfico de drogas.

O investigado já possuía passagem policial por tráfico no ano de 2019 e atuaria, segundo apurado, juntamente com seu primo na atividade ilícita na região do Santa Luzia, especialmente assumindo o tráfico da região após a prisão de diversos traficantes durante a Operação Narco Brasil, no último mês de junho.

Há a suspeita de que o dinheiro do tráfico estaria também sendo direcionado à construção de uma casa nas imediações. No local, verificou-se uma espécie de bunker, onde estavam escondidos diversos materiais elétricos de alta tensão. Quando indagado a respeito, o investigado afirmou que o material era destinado à realização de “gatos”, isto é, instalação elétrica clandestina, bem como revenda desses materiais.

Na residência do primo do investigado, foram encontradas uma porção grande de maconha e diversos papelotes prontos para a venda.

Já na casa do principal traficante, após minuciosa busca, policiais do Genarc encontraram um balde com colher de pedreiro e resquícios de massa de cimento recentemente feita, não se observando ao redor qualquer construção ou reforma. A partir de então, policiais desconfiaram que poderia haver algo na laje e, ao acessarem, encontraram, embaixo da caixa d’água, um esconderijo. Com o uso de marreta, conseguiram encontrar chuveiros ocos e, dentro deles, drogas, além de uma arma de fogo e diversas munições.

Na delegacia, foram lavradas as duas prisões em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e receptação. É provável que, na conclusão do inquérito, venham a responder pela associação para o tráfico. Uma vez condenados, a pena pode ultrapassar 20 anos de reclusão.

No bojo do flagrante, houve representação pela conversão da prisão em flagrante em preventiva dos investigados, diante da gravidade das condutas e para preservar a ordem pública naquela localidade.

Os autuados encontram-se, agora, recolhidos na Unidade Prisional de Luziânia, e permanecerão à disposição do Poder Judiciário.