Gref/Deic comemora marca de 100 prisões em 2021

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Grupo especializado ainda relatou mais de 50 inquéritos com autoria definida

O Grupo de Repressão a Estelionatos e outras Fraudes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Gref/Deic) comemorou, na última semana, a marca de mais de 100 prisões realizadas apenas no ano de 2021. Ao todo, 105 prisões, entre cautelares e em flagrante, foram realizadas, grande parte associada a crimes de estelionato cometidos mediante fraude eletrônica, modalidade que ganhou espaço, sobretudo, por conta do isolamento social. O número foi comemorado pelos servidores do grupo especializado, que receberam homenagem oferecida pelo delegado-geral, Alexandre Pinto Lourenço.

Conforme explicou o delegado Alécio Moreira, titular da Deic, durante reunião restrita com os servidores, o cenário de pandemia tornou os idosos as principais vítimas desse tipo de golpe. “Com o isolamento, os idosos passaram a usar mais a internet. Muitos indivíduos de má fé aproveitaram esse quadro para aplicar golpes nessa parcela da população, que, muitas vezes, não tem a malícia necessária para desconfiar de um golpe. É bom saber que soubemos adaptar nosso trabalho a esse cenário. O reconhecimento nos motiva”, explica.

Na oportunidade, o delegado titular ressaltou que, além das fraudes aplicadas via telefone celular e internet, o grupo especializado também realizou investigações e prisões relacionadas a outras modalidades de estelionato consideradas “tradicionais”, como a distribuição de cheques sem fundo. “Neste ano, por exemplo, uma das nossas prisões de maior destaque foi a de um cidadão que distribuiu uma série de cheques fraudados no comércio de Goiânia e Aparecida”, comentou Moreira.

Os golpes praticados pelos meios eletrônicos, no entanto, foram os mais constatados no corrente ano, motivando o bloqueio de centenas de contas bancárias e o sequestro de valores. “Dos 69 inquéritos instaurados em 2021 apenas pelo Gref, a maior parte diz respeito ao estelionato mediante fraude eletrônica”, ressalta o delegado Olemar Santiago, titular do grupo especializado. Ao todo, foram relatados no mesmo período 53 inquéritos com autoria definida.

Para Paulo Ludovico, delegado adjunto do grupo, a marca de 100 prisões reflete o investimento da Polícia Civil de Goiás em ações de inteligência. “O nosso trabalho depende muito de ações de inteligência e buscas totalmente alicerçadas em instrumentos tecnológicos”, argumenta. Ludovico ressalta ainda a importância da interação com polícias judiciárias de outros estados. “Em uma única operação, prendemos 11 pessoas, com atuação em Goiás, Rondônia e Bahia”, comemora.

Além das 105 prisões efetivadas, o grupo especializado fez 60 representações judiciais e cumpriu 59 mandados de busca e apreensão. Até outubro, o Gref já havia acumulado R$ 260 mil em bens sequestrados, dentre veículos, valores em espécie e o objetos de valor. A expectativa é que até o final do ano, o resultado seja ainda melhor. “Para 2022, nossa meta é manter o foco no combate não apenas ao estelionato, que já está tendo um excelente resultado em 2021, mas obter números expressivos na repressão a todos os crimes investigados pela Deic”, finaliza Alécio Moreira.