Acusado de estupro de aluna, professor e campeão de tae kwon do é preso pela Polícia Civil

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Reconhecido pelo desempenho no esporte que o sagrou campeão, o técnico da Seleção Goiana de Tae Kwon Do, Edgar Guimarães, de 35 anos, foi preso pela Polícia Civil acusado de praticar violência sexual contra uma adolescente de 15 anos. A jovem era aluna do professor no Centro Olímpico de Aparecida de Goiânia, do qual era funcionário e onde dava aulas para uma turma formada por outras cerca de 40 adolescentes de até 17 anos. O acusado, que é casado e pai de três filhos menores, também era chefe de segurança de um hotel de luxo de Goiânia e foi preso no local por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Aparecida de Goiânia na manhã de ontem.

Edgar Guimarães, 35 anos, no momento em que chegava preso à DPCA, de Aparecida de Goiânia

 Segundo a denúncia levada ao conhecimento da polícia pela vítima e seus pais, o suposto estupro teria ocorrido em agosto deste ano. De acordo com a delegada Miriam Vidal, responsável pelas investigações que culminaram na prisão do atleta, a adolescente teria escondido a suposta violência até o início do mês de dezembro, quando a família procurou a polícia para formalizar a denúncia contra o acusado. A menina teria sido ameaçada pelo professor para manter o caso em segredo e só teria feito a denúncia encorajada por uma amiga, para quem teria contado sobre o crime.

 De acordo com as apurações feitas pela polícia, em meados de agosto o técnico e professor da suposta vítima a teria convidado, junto com outros três adolescentes, para um evento na presença do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Os pais teriam autorizado a jovem a comparecer à prefeitura na companhia do professor, que teria acertado com os quatro de pegá-los em um determinado ponto da cidade, próximo às casas deles. A vítima conta que o professor teria chegado sozinho no carro, para buscá-la.

“Segundo a adolescente, o acusado teria tomado o rumo da BR-153 e determinado que ela se abaixasse no carro e permanecesse assim, senão daria sumiço nela ali mesmo”, conta a delegada Miriam Vidal com base em depoimento da vítima. “Ela diz que ficou com a cabeça abaixada até que escutou a voz de uma mulher e barulho de chaves. Conta que acordou na garagem do motel e foi arrastada para dentro do quarto, onde foi violentada”, relata a policial. Para tanto, diz a delegada de polícia, o acusado teria obrigado a menina a beber um líquido levado por ele em duas garrafas e que a deixaram parcialmente sem forças. “Ela teria apanhado enquanto o acusado praticava o crime”, informa.

 Após o fato, a vítima teria ido ao evento, na companhia do professor. Uma fotografia desse dia, em que estão a vítima, o acusado e outros adolescentes na presença das autoridades de Aparecida consta dos autos do inquérito. De acordo com Miriam Vidal, o professor dos adolescentes a teria deixado por último em casa e reiterado as ameaças.

 A família e os amigos da jovem relatam que, depois desse dia, a adolescente passou a apresentar um comportamento estranho. Tentou se matar por três vezes, mostrava-se deprimida e nunca mais deitou-se numa cama. “A mãe conta que ela passou a dormir num colchão no chão e chorava muito”, afirma a delegada. A vítima tentou deixar as aulas de tae kwon do, mas por insistência da família, continuou frequentando o curso.

 “Edgar se aproximou da família da vítima e tentou convencer os pais de que ela estava com problemas e necessitava ser internada numa clínica psiquiátrica. Ele chegou a arrumar uma vaga num hospital”, ressalta Miriam Vidal. Foi por causa da possível internação que a amiga da jovem a encorajou a contar tudo aos pais. A delegada informou que na segunda-feira outra aluna do professor será ouvida, por apresentar comportament semelhante.

Fonte O Popular
Texto: Deire Assis
Foto: Cristina Cabral