Polícia Civil prende integrante de quadrilha de roubo de veículos e tráfico de drogas

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A Polícia Civil prendeu mais uma pessoa acusada de compor a quadrilha que coordenava o roubo de veículos associado ao tráfico de drogas de dentro da cadeia. Suzane Auxiliadora Melo, de 28 anos, foi detida ontem(16.07), na porta da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, na Cidade Jardim. Ela dirigiu-se ao órgão policial com o objetivo de resgatar uma motocicleta que havia sido apreendida, mas foi presa porque contra ela havia mandado de prisão temporária por 30 dias, expedido pela 11ª Vara Criminal.

Com a prisão de Suzane Melo, sobe para 72 a quantidade de pessoas que integram o bando criminoso, extremamente organizado, desarticulado com a realização das Operações Guilhotina e Cadeia Criminosa, deflagradas simultaneamente pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP). Destas, 37 foram presas pela Polícia Civil e 35, por meio da ação do MP. Dezessete acusados já estavam recolhidos no Presídio Odenir Guimarães e na CPP e são considerados os líderes do grupo.

O delegado Fernando Sakuraba, adjunto da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos, informou que Suzane Melo é mulher do detento Leandro Martins Mendes, um dos líderes da quadrilha. Ela reside no Conjunto Vera Cruz 2, na Região Oeste de Goiânia, e desempenhava a importante missão de guardar, em casa, alguns veículos tomados em assalto pelo grupo.

                                                                                     Esconderijo

O imóvel, de acordo com Fernando Sakuraba, funcionava como uma espécie de esconderijo. No local teriam sido ocultados um Crossfox, uma motocicleta e um Ecosport roubados e que seriam usados como moeda em troca de droga. Suzane e Leandro também são acusados de receptar 4,5 quilos de jóias roubadas pelos comparsas.

Em cerca de um ano, a Polícia Civil, com a autorização da Justiça, conseguiu interceptar 20 mil horas de conversas por meio de telefones celulares, feitas entre os presos e os comparsas que recebiam suas ordens e os auxiliavam do lado de fora da cadeia.

Na avaliação do delegado Edson Carneiro Caetano, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos, o vasto número de ligações expõe a fragilidade existente na revista feita aos visitantes dos detentos e, ao mesmo tempo, indicam a necessidade urgente da instalação de bloqueadores de telefone celular nas imediações dos presídios.

Em entrevista ao POPULAR, o delegado Edemundo Dias de Oliveira Filho, presidente da Agência Goiana de Execução Penal, informou que os rastreadores já foram adquiridos pela instituição e devem ser instalados até o mês que vem. Informou, ainda, que o material não foi conectado para não prejudicar a realização das investigações.

Nos diálogos interceptados, os presos e os comparsas que estavam livres tramavam os roubos, escolhiam e indicavam os veículos a serem tomados em assalto (veja transcrição). Em uma outra conversa, eles chegam a comemorar a morte dos cinco delegados e dos dois peritos criminais ocorrida durante a queda do helicóptero da Polícia Civil, no dia 8 de maio, na zona rural de Piranhas. Um traficante compara a euforia pelo episódio trágico à final da Copa do Mundo entre Brasil e Argentina.

Fonte: O Popular
Texto: Maria José Silva
Foto: Google (Ilustração)
Gráfico: O Popular