Delegado Edson Carneiro cria banco de dados com cadastro de 35 mil criminosos

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Delegado Edson Carneiro: Bancos de dados de criminosos
Delegado Edson Carneiro: Bancos de dados de criminosos

Banco de dados “paralelo” de delegado já teria 35 mil nomes

Um cadastro com o nome, idade, ficha criminal, sinais de nascença, tatuagens, modo de agir e outras informações com a foto da pessoa é um aliado da Polícia Civil na identificação de suspeitos de crimes e começou a ser feito pelo delegado Edson Carneiro Caetano quando ele ainda era titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores. Promovido a titular da 2ª Delegacia Regional da Polícia Civil, responsável por Aparecida de Goiânia e outros 20 municípios, Edson Carneiro já tem cadastrados 35 mil presos.

O último foi feito na tarde de ontem. Apreendido como adolescente infrator por roubo ocorrido sexta-feira no Jardim Tiradentes, Gabriel do Espírito Santos Costa, de 18 anos, tinha dado nome e filiação falsos e se passava por um adolescente de 17 anos. Hoje, com base no levantamento feito na Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Aparecida de Goiânia, descobriu-se que ele é maior de idade e que é suspeito de sete assassinatos. “Ele confessou dois, ocorridos provavelmente em outubro de 2013. Ele cumpria medida socioeducativa por dois homicídios, mas fugiu do Centro de Internação Provisória (CIP) em fevereiro.

Cadastrado, foi encaminhado para a carceragem da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia, onde fica à disposição da Vara Criminal de Aparecida de Goiânia. “Esse cadastro facilita a investigação. Em caso de estupro, por exemplo, se a vítima se lembrar de uma cicatriz, de uma tatuagem, a gente joga no sistema e encontra uma lista com suspeitos. A vítima pode ver as fotos e identificar o autor”, explicou.

Toda manhã uma equipe da delegacia regional de Aparecida de Goiânia vai nas duas centrais de flagrante da cidade e fotografa os presos, colhe as informações pessoais e os antecedentes, engrossando ainda mais a lista dos presos cadastrados. O mesmo procedimento deve ser feito em breve pelas outras delegacias que fazem parte da regional. “O procedimento serve, inclusive, para a autoridade policial mostrar ao Judiciário quantas vezes aquela pessoa foi presa e a necessidade em permanecer presa”.

Para combater o avanço do crime em Aparecida de Goiânia, ele pretende reativar e equipar o Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), que fica sob o comando do delegado Fabrício Madruga e o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), cujo titular é Diogo Rincon. Madruga conta com os delegados Germano César de Castro, André Augusto Botesini e Rogério Moreira Bicalho como adjuntos e terá mais equipes de investigação.

Rincon terá quatro equipes de investigadores inicialmente para o combate ao tráfico de drogas no município. “É preciso intensificar onde dá mais problema. E dar mais estrutura para as delegacias que investigam esses crimes de homicídio e de tráfico de drogas”. O maior distrito de Aparecida de Goiânia, o 4º DP do Setor Garavelo, também sofreu uma reestruturação. O delegado Alonso Cândido de Resende é o novo titular e tem o delegado Edvaldo Lourenço como adjunto.

“Eles vão reorganizar o distrito, que é uma central de flagrante, e passar a investigar e prender também”. Segundo Edson, com o acúmulo de trabalho no local, o distrito estava trabalhando quase que exclusivamente para lavrar flagrantes. Com quatro delegados plantonistas ele pretende resolver o problema.

Fonte: O Popular
Texto: Rosana Melo
Foto: Diomício Gomes