Caso Oscar: Polícia Civil apresenta resultado de investigação sobre morte de policial

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Delegada Edilaine Moreira (GIH), Klayter Camilo (Deic/Latrocínios), Odair José (SPJ) e Kleber Toledo (Deic)

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH) e Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia, apresentou, na manhã desta quinta-feira (18), o resultado das investigações acerca da morte do policial civil Oscar Charife Abrão Garcia, de 31 anos, morto durante uma tentativa de assalto a um pit dog, na madrugada de  7 de fevereiro.

Na oportunidade, também foi apresentado Igor Henrique Meneses Barreto, de 20 anos, um dos autores do crime. De acordo com as investigações, Igor, juntamente com o adolescente R.S.S. e Robert Henrique Pereira Gonçalves, chegaram ao estabelecimento armados e deram voz de assalto. Oscar, que lanchava no local, reagiu e trocou tiros com os bandidos, foi ferido e atingiu Robert Henrique. Ambos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram.

O menor, que também foi atingido no pé, ainda conseguiu roubar um carro e fugiu em direção a Senador Canedo, onde foi apreendido ao buscar atendimento numa unidade de saúde, por policiais do GIH de Aparecida, onde Oscar trabalhava. Igor, o terceiro suspeito, foi preso no dia 12 de fevereiro e confirmou em depoimento a participação no crime. Antes dele, outro rapaz, Josué Jefferson Vieira de Oliveira, chegou a  ser detido, mas foi liberado depois de excluída a suspeita de envolvimento no caso.

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Igor Henrique

Com a prisão de Igor, a Polícia Civil chegou à identidade de um quarto suspeito, Bruno Costa Campos, que encontra-se foragido. Ele é apontado como o homem que dirigia o taxi que deixou o trio na praça onde ocorreu o crime, ficando responsável também por dar fuga aos bandidos. Toda movimentação foi registrada por câmeras de segurança localizadas nas imediações da lanchonete.

Segundo o delegado Klayter Camilo,  titular do Grupo de Investigações de Latrocínios, da Deic, Bruno tinha a pretensão de voltar e resgatar os rapazes após o roubo. Como a ação foi frustada pela reação do agente de polícia, ele acabou fugindo do local. As diligências apontaram que Bruno seria também dono das armas utilizadas na ação. Em depoimento à polícia, Igor confessou que os bens adquiridos com o roupo seria dividido igualmente entre os quatro participantes.

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Bruno Costa, foragido

Titular de Deic, delegado Kleber Toledo, ressaltou, durante a coletiva, a necessidade de uma mudança na atuação dos magistrados. Num dos pontos destacados por ele na filmagem com o depoimento de Igor, o rapaz conta sobre outros crimes já cometidos por ele e faz menção aos poucos dias em que permaneceu detido. “Isso é a certeza da impunidade”, destacou o delegado. Apenas após o resultado do exame de balística, será possível saber de que arma partiu o tiro que matou Oscar.