DEMA indicia cinco fazendeiros por degradação embiental no Rio Piancó, em Anápolis

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Rio Piancó é a principal fonte de abastecimento de Anápolis

Cinco fazendeiros foram indiciados pela Delegacia Estadual do Meio Ambiente (DEMA), por terem cometido vários crimes ambientais. Foram vistoriadas durante a operação “Salvando o Rio Piancó”, 25 nascentes nos últimos dois meses. Entre as denúncias estão: desmatamento, presença de gados em região de nascentes e o desvio da água do Rio Piancó que é a principal fonte de abastecimento público de Anápolis.

De acordo com o titular da DEMA, Luziano de Carvalho, o Rio Piancó é composto por 91 nascentes. A vistoria foi feita pela Polícia Civil, Ministério Público, Emater, Saneago e os órgãos ambientais do estado e município. Segundo o delegado, uma nascente estava recuperada, mas fazendeiros adotaram práticas que degradaram o meio ambiente.

“Vimos ali uma nascente que está toda recuperada, mas de repente um produtor vai ali e faz o desvio de todo o curso, ou seja, deixa de existir esta nascente para abastecimento público, há vários rompimentos para rego d’água, o gado vai pisoteando, a água vai para represas e ao final esta água não retorna”, afirma o titular da DEMA.

Outro problema encontrado é um desvio do curso de água. Segundo o delegado, fazendeiros ao longo dos anos têm feito os chamados regos d’água. Ele considera que mesmo sendo uma prática cultural, é preciso mudar por conta da falta de abundância de água. Além disso, a Emater está na região para dar assistência técnica aos produtores rurais da região e assim possam adotar práticas ambientais corretas.

“Vimos que uma área numa fazenda tinha um desvio de 10 litros segundo e retornava para o rio apenas 2 litros segundo para o Rio Piancó ao impedir e dificultar a regeneração atual. A Emater vai dar auxílio técnico aos produtores para adoção de medidas técnicas mais adequadas, por exemplo, curvas de nível e a forma correta de utilização da água, acabar com os regos d’água, é da nossa cultura, mas não estamos mais trabalhando com abundância de água”, argumenta Luziano de Carvalho.

O delegado ainda afirmou que o trabalho de recuperação ambiental no Rio Piancó começou em 2002. Desde aquele ano, foi feito o cercamento em vários locais, além de plantio de mudas, para que a mata ciliar fosse recuperada.

Texto e foto: Diário de Goiás