Polícia Civil conclui inquérito que indiciou serventuário do Poder Judicário de Inhumas

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Marcos Ferreira dos Santos

Foi remetido ao Poder Judiciário o inquérito policial que culminou no indiciamento do escrevente judiciário Marcos Ferreira dos Santos pelos crimes de concussão e corrupção passiva. O indiciado teria ido a duas casas de prostituição de Inhumas, para exigir vantagens indevidas em razão da função que exerce no Fórum local.

Em uma destas exigências, Marcos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Inhumas. Em decorrência da prisão, Marcos foi afastado das atividades que exercia na Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Inhumas, por onde tramitam inúmeros processos administrativos relacionados a multas aplicadas em face de pessoas físicas e jurídicas que violam as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, entre elas, o fornecimento indevido de bebidas alcoólicas para menores e a prostituição infantil.

As vantagens indevidas exigidas por Marcos consistiam na ingestão gratuita de bebidas alcoólicas, cigarros, e até relacionamento sexual gratuito com garotas de programa que trabalhavam nas boates. Segundo o inquérito, Marcos, de forma intimidativa, afirmava que se os donos das casas de prostituição não atendessem seus pedidos, lhes denunciaria ao Poder Judiciário.

Consta no inquérito policial uma filmagem realizada pelo dono de uma das casas, em que Marcos solicita propina no valor de R$ 1 mil, que deveria que deveria ser paga de forma parcelada, sendo R$ 500 em consumo na casa noturna e o restante, em espécie. Na mesma noite, Marcos consumiu R$ 500 na boate, incluindo gastos com bebida e prostituição.

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Bilhete de Marcos ao dono da boate

No outro dia, o dono do estabelecimento foi à delegacia denunciar os fatos e os policiais civis aguardaram Marcos chegar para realizar a prisão em flagrante. Um dos donos da casa de prostituição relatou à polícia que Marcos chegou a escrever um bilhete com o valor da multa dizendo que procuraria o empresário mais tarde. Tal bilhete foi apreendido pelos policiais civis.

Em seu relatório final, o delegado responsável pelo caso, Humberto Teófilo de Menezes Neto, oficiou a Corregedoria do Fórum local para que sejam juntadas no processo administrativo disciplinar as provas produzidas no inquérito, bem como ao Ministério Público, na área do Patrimônio Público, para a propositura de uma ação por ato de improbidade administrativa.

Texto: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil
Fotos: Reprodução TV Anhanguera