Vida de policial: Conheça a história de Juliana Magalhães no Livro Mulheres de Delegacia

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Sinto-me realizada, o que não significa acomodação, pois estou pronta para outros desafios e aprendizados, característica peculiar da mulher que batalha pelo seu espaço, mesmo num universo, até pouco tempo, destinado, predominantemente aos homens

 

Escrivã de Polícia Juliana Magalhães Faria Fleury de Barros

Sou escrivã de polícia de 2ªclasse, atualmente lotada na Delegacia Estadual de Investigações Criminais. Meu ingresso na Polícia Civil aconteceu em 2005. De imediato, fui lotada no interior do Estado, onde trabalhei por um ano. Experiência determinante para minha vida profissional, pois lá aprendi o genuíno sentido de ser policial, e o melhor jeito de conviver harmonicamente com pessoas que, a partir de então, integrariam meu dia a dia, em um ambiente totalmente diverso do costumeiro. Única mulher policial da cidade, exerci a função de Conselheira do Conselho de Segurança de Varjão, fonte de aprendizado igualmente valoroso.

 De volta à grande Goiânia, atuei em Senador Canedo e  Aparecida de Goiânia,   o que me despertou a relevância em relação ao dever cumprido porque, como profissional da Segurança Pública, pude constatar que a Polícia Civil é a instituição pública mais acessível e presente na vida dos cidadãos daquelas localidades, e, sobretudo, que desenvolve importante função no combate à criminalidade.

 Sinto-me realizada, o que, de forma alguma significa acomodação, pois estou pronta para outros desafios e aprendizados, característica peculiar da mulher que batalha pelo seu espaço, mesmo num universo, até pouco tempo, destinado predominantemente aos homens, e, hoje, composta de quadros que destacam, em termos qualitativos e quantitativos, a presença feminina. Isso, além de motivador, induziu-me à conquista de um sonho, que se fez maior que qualquer adversidade: participar de uma Instituição que me inspirava desmedido respeito e especial admiração – a Polícia Civil. Portanto, honra-me, sobremaneira, o orgulho de pertencer a uma Instituição de tamanho porte.