Crime do Parque Anhanguera: Polícia Civil de Goiás elucida duplo homicídio em 15 horas

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Adriano Aparecido contratou Alex Dias Pequeno

A atuação em conjunto entre a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) e o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), de Aparecida de Goiânia,  resultou na prisão em  flagrante de delito pelo crime de homicídio qualificado Alex Dias Pequeno , 28 anos, e Adriano Aparecido de Souza Silva, 30 anos. Os dois são suspeitos do duplo homicídio de Nubisléia da Silva Costa e José Antônio de Souza, crime ocorrido no último dia 10, no Setor Parque Anhanguera. Os dois foram identificados e presos menos de 15 horas após praticarem o crime.

As investigações feitas pela Polícia Civil apontaram Alex Dias e Adriano como os executores do crime. De acordo com os Delegados de Polícia Germano Castro, Coordenador do Genarc,  e André Bottesini, Adjunto da DIH, Adriano Aparecido de Souza Silva foi contratado por Mariza Ferreira da Silva, 40 anos, para assassinar Nubisleia da Silva Costa.  Adriano teria receberia R$ 1,5 mil para a prática do crime e este, por sua vez, contratou Alex Dias Pequeno, prometendo ao mesmo a quantia de R$ 500,00, para executar as vítimas.

Adriano Aparecido de Souza Silva conduziu a motocicleta até o local do fato, tendo como carona Alex Dias Pequeno, responsável pelos disparos que mataram as vítimas. No local, a vítima Nubisléia da Silva Costa estava em uma mesa com José Antônio de Souza, oportunidade em que Alex Dias Pequeno efetuou dois disparos que atingiram a cabeça de Nubisléia e um disparo que atingiu a região toráxica da vítima José Antônio de Souza.

Alex Dias atirou contra as vítimas

Segundo o Delegado Germano Castro,  Alex Dias disse que só disparou em José por este ter reagido. “Seu alvo era, na verdade, Nubisléia, com quem a mandante do crime teve um relacionamento”, disse Germano Castro. A arma usada no crime foi encontrada e ainda estava carregada com três munições deflagradas.

Na última sexta-feira, dia 12,  Mariza Ferreira da Silva se apresentou na Delegacia de Homicídios, acompanhada de Advogado. Ela confessou sua participação no duplo homicídio e foi liberada pelo fato de não se encontrar em situação de flagrante.  Mariza elenca uma desavença entre ela e a vítima Nubisléia da Silva Costa, com quem teve um caso amoroso durante dois anos, como sendo o motivo pelo qual encomendou sua morte.Germano Castro e André Bottesini ressaltaram a importância da troca de informações entre os diversos setores da Polícia Civil.