Deic prende estelionatários do “golpe do dinar”

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Titular do GAS exibe documentos falsos usados pelos detidos

Uma quadrilha de Estelionatários foi presa ao tentar aplicar o “golpe do dinar”. Os criminosos tentaram vender uma caixa falsificada pretensamente cheia de cédulas de dinar, moeda oficial do Iraque. A prisão em flagrante foi realizada por investigadores do Grupo Antissequestro (GAS) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) na noite de quarta-feira, 24.

De acordo com o titular do GAS, delegado Kleyton Manoel Dias, até o momento não há registro de que os estelionatários tenham consumado o golpe em Goiás. Vindos de São Paulo, os criminosos já haviam vitimado inúmeros empresários nesse estado e em Minas Gerais.

Ainda segundo Kleyton, os detidos se aproveitavam de fatos verdadeiros, pois as caixas repletas de dinares realmente existem. “Surgiram com a invasão do Iraque pelos Estados Unidos e a derrubada de Sadam Hussein do poder”, relata. A partir dessa informação, estelionatários no Brasil passaram a falsificar tais caixas.

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Credenciais falsificadas eram apresentadas pelos golpistas

Formado por oito pessoas, o grupo preso em Goiânia afirmava que seu exemplar guardava o equivalente a US$ 25 milhões em dinares. O objetivo era atrair as vítimas, cujo perfil era o de empresários. Como estratagema, utilizavam vasta documentação falsificada para comprovar sua idoneidade pessoal. Laudos periciais forjados também eram apresentados às vítimas como forma de comprovar a originalidade da caixa.

Os estelionatários afirmavam, ainda, que o objeto teria de ser levado até a Suíça a fim de se propiciar a seu novo proprietário a possibilidade de se tornar dono de poços de petróleo no Iraque. Esse país é detentor da segunda maior reserva de petróleo do mundo, superado apenas pela Arábia Saudita.

O golpe foi descoberto no momento da apresentação dos documentos. “O denunciante, desconfiando da documentação, solicitou que a caixa fosse aberta para que um perito contratado por ele pudesse verificar a origem do conteúdo. A partir daí eles começaram apresentar justificativas duvidosas. Disseram que a caixa, para ser aceita na Suíça, tinha de chegar lá intacta”, narra Kleyton.