Delegacia do Meio Ambiente alerta sobre degradação do Rio Araguaia

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rioO delegado Luziano de Carvalho, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), falou na manhã desta quarta-feira (15) sobre inquérito instaurado pela especializada que apura crimes ambientais no Rio Araguaia. Segundo o delegado, as atividades de pecuária e agricultura estão secando o rio, que pode morrer num prazo de 40 anos. “Se continuar assim o Araguaia seca; não estou exagerando”, afirmou.

Entre os crimes ambientais constatados ao longo do rio, estão a captação de água e desmatamentos em locais proibidos. Os delitos estão sendo cometidos nos municípios de Mineiros e Jussara e o delegado destaca que o dano é gigantesco. Ele ressaltou que não é interesse da polícia estabelecer qualquer tipo de conflito entre a proteção do rio e o agronegócio.

Luziano citou a utilização de nascentes, as erosões, poços artesianos e, agora, uma novidade, que é a captação de água diretamente no leito do rio. Segundo o delegado, apenas uma fazenda possui 26 pivôs que usam essa água, “o que daria para abastecer a população de Goiânia”, alertou. Para o delegado, não se pode comemorar progresso sacrificando o Rio Araguaia, ao citar o impacto nas atividades de turismo. “Temos que proteger para o ribeirinho, para o povo goiano”.

Segundo ele, 20 grandes fazendeiros já foram ouvidos no inquérito, no qual devem ser acrescidos estudos realizados por outros órgãos, como Universidade Federal de Goiás e Polícia Técnico Científica. O titular defende atividades de conscientização e pesquisa para frear o processo de degradação, uma vez que dados técnicos e científicos comprovam o rápido caminho para a degradação total do rio.  “Não podemos ser corresponsáveis na extinção do rio”, falou.