Denarc “estoura” laboratório, apreende cocaína e prende quatro traficantes

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WhatsApp Image 2016-12-15 at 10Equipes da Denarc (Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos) estouraram, na tarde desta quarta-feira (14/12), no setor Porto Seguro, em Abadia de Goiás, um grande laboratório de refino de cocaína. No local, foram apreendidos 35 quilos de cocaína, parte dela já pronta para distribuição, além de pasta-base e “escama de peixe”, droga refinada na origem com alto grau de pureza. A operação foi batizada de “Operação Ancião”.

De acordo com o delegado Vinícius Teles, o laboratório era guarnecido por duas prensas industriais, uma delas com capacidade de 60 toneladas (a maior já apreendida em um laboratório clandestino em Goiás), dezenas de formas, insumos destinados à manipulação da droga (fenacetina, ácido bórico, entre outros), balanças de precisão, etc.

No imóvel os policiais prenderam Orlando Gregório Torrico, também conhecido como Auricélio da Paz, já condenado em duas oportunidades por tráfico de drogas no Tocantins e em Goiás por uso de documento falso. Em Hidrolândia, no Loteamento Grande Goiânia, foram presos outros integrantes do bando: Reginaldo Oliveira Andrade, sua esposa Raquel Rodrigues Marinho e o líder da associação criminosa, Manoel Francisco de Oliveira Paes. Com Reginaldo e Raquel havia um quilo de pasta base, insumos e uma balança de precisão.

Manoel, já com 63 anos (o que deu o nome à operação), tem condenações por tráfico de drogas (1985, 1998, 2000, 2006 e 2008, nos Estados em Rondônia e Acre), estelionato (1997/AC) e homicídio (1986/AC). Coordenador da associação, ele ia mensalmente a Porto Velho (RO), onde adquiria entre 30 e 40 quilos de pasta-base de cocaína, que posteriormente eram manipulados no laboratório de Abadia.

Orlando era responsável apenas pela guarda do imóvel. Raquel foi detida porque tinha plena ciência e disponibilidade da droga que se encontrava em sua casa. A associação conseguia, após a inserção de insumos, praticamente dobrar o volume da droga, vendendo entre 70 e 80 kg de entorpecente/mês a traficantes de Goiânia e Tocantins.

As investigações continuarão em parceria com as Polícias Civis do Tocantins e Rondônia, para que sejam identificados os traficantes que forneciam e adquiriam as drogas. Os autuados responderão por crimes de tráfico de drogas, petrechos para produção de drogas e associação para o tráfico, podendo pegar, caso condenados, até 41 anos de reclusão e multa.