DENARC prende 15 suspeitos de integrarem quadrilha de tráfico do Estado

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Apresentação da quadrilha: investigação durou 4 meses

Quinze pessoas foram presas – três em flagrante e o restante em cumprimento a mandado de prisão – durante a Operação In Totum, deflagrada ontem pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (DENARC), que desarticulou o que a Polícia Civil classificou como uma das maiores quadrilhas de tráfico de maconha de Goiás. O grupo seria responsável pelo abastecimento de traficantes da Região Norte da capital e de Aparecida de Goiânia. A quadrilha vendia uma tonelada mensal de maconha, segundo o delegado Alécio Moreira, titular da DENARC.

A quadrilha era investigada há 4 meses e teria se formado no último ano. Dos 14 mandados de prisão temporária, foram cumpridas 12 prisões; 3 foram resultantes de flagrantes. Outros 17 mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva foram cumpridos.

Em uma casa no Residencial Junqueira, em Goiânia, foram apreendidos 10 quilos de maconha, um quilo de insumo, uma pistola calibre 765, 12 munições, um caderno de contabilidade, 3 carteiras de identidade falsas, 3 coletes balísticos e 2 veículos.

Dentro da casa Henrique Pacheco Rodrigues e a esposa, Larissa Gomes de Albuquerque, acabaram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse irregular de arma de fogo e uso de documento falso.

Em outra casa, no Setor Goiânia 2, agentes da DENARC apreenderam 1,5 quilo de maconha, 24 comprimidos de ecstasy, uma balança de precisão e documento falso. Os donos da casa também foram presos e autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Um mandado de prisão foi cumprido dentro da Penitenciária Odenir Guimarães (POG), no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Pedro Miro Rodrigues Soares, condenado por tráfico de drogas, comprava drogas do grupo e coordenava o tráfico de drogas de dentro da cadeia. Na casa dele a Polícia Civil apreendeu R$ 14,3 mil com a esposa, além de um carro e uma porção de crack.

A quadrilha seria comandada por Leandro de Carvalho Franco, o Barriga, de 38 anos. Ele é considerado pela DENARC um traficante de grande porte.

A assessoria de imprensa da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (SEAP) disse ao POPULAR que “a investigação realizada pela Polícia Civil foi acompanhada pelo serviço de inteligência do sistema prisional e, na madrugada de ontem, quando a retirada do celular da cela não atrapalharia as investigações, a equipe do plantão de segurança da POG, junto com profissionais da Inteligência, realizaram a operação de busca e apreensão das provas que dão materialidade aos crimes investigados”.

Fonte/Foto: O Popular