DIH apresenta presos do caso Andressa e Uênio a imprensa e parentes da adolescente morta

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IMG_8375A Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) realizou a apresentação de dois dos três autores do duplo homicídio que vitimou o casal Uenio Leite da Silva e Andressa Cristina Marçal Sousa no dia 1º de março deste ano. Parentes de Andressa estiveram presentes.

O delegado titular da DIH, Douglas Pedrosa, e o delegado adjunto da especializada e responsável pelas diligências atinentes ao caso, Marco Aurélio Eusébio, explicaram o caso a veículos de imprensa presentes no local. Também esteve presente a delegada Tatiane Cruvinel, representando a Superintendência de Polícia Judiciária (SPJ).

Na madrugada do dia 1º de março deste ano, a população de Goiânia foi surpreendida com a notícia de que um casal de namorados havia sido encontrado morto em um apartamento localizado no Setor Chácaras Retiros. Uenio Leite da Silva e Andressa Cristina Marçal Sousa. os quais foram encontrados na madrugada do dia 1º de março com perfurações de arma de fogo calibre .40. Andressa foi atingida por um disparo de arma de fogo no ombro esquerdo e outro no pulmão esquerdo. Uênio foi atingido por três disparos na face.

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Mãe e avó de Andressa estiveram presentes à apresentação do caso

Ao ser informada do fato, equipe da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios compareceu ao local para acompanhar os trabalhos periciais e realizar os primeiros levantamentos sobre as circunstâncias em que ocorreram os homicídios e sobre a autoria dos crimes.

Após uma semana de intensa e exaustiva investigação, quando mais de trinta pessoas foram ouvidas em depoimento, a equipe da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, coordenada pela Delegado de Polícia Marco Aurélio Euzébio Ferreira, logrou êxito em identificar, localizar e prender os três criminosos que tiveram participação nos homicídios.

Janderson José Barros de Sousa, por alcunha “Gordinho” ou “Pato Roco”, foi preso na casa de uma prima no Setor Real Conquista. Anderson Guedes da Silva, vulgo “Neguinho”, conduzia o veículo próximo ao local onde ocorreram os homicídios, enquanto Murillo Henrique Lopes de Sousa, apelidado “Murilinho” ou “De Menor”, foi encontrado próximo a uma mata no Setor São Geraldo, próximo ao campus samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG).

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Durante sua prisão, Anderson Guedes recebeu ligação de Murillo Henrique na qual este pedia para Murillo buscá-lo. O objetivo era comercializar drogas. Na ocasião, os policiais foram com Anderson Guedes ao encontro de Murillo Henrique. Ao confirmarem estar ele em posse de aproximadamente 100 gramas de substância assemelhada a maconha, foi dada voz de prisão em flagrante delito aos dois pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Em seus interrogatórios, os três criminosos confessaram suas participações nos homicídios, narrando que eles foram ao local onde as vítimas estavam no veículo de Anderson Guedes e este permaneceu no carro enquanto Murillo Henrique e Janderson saíram do carro. Murillo Henrique portava uma pistola calibre .40, que Janderson lhe havia emprestado. Coube a Murillo entrar no apartamento enquanto as vítimas assistiam à televisão e executar o homicídio.

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Delegado Marco Aurélio Eusébio, da DIH, explica o caso a repórteres

A motivação do crime foi um suposto furto, se autoria de Uenio, de uma arma de fogo adquirida por Murillo. “Ele usou de falsidade comigo, então eu usei de falsidade com ele “, confessa Murillo em seu interrogatório, ao explicar o fato de ele e os comparsas terem se dissimulado amizade junto a Uenio tendo em vista aproximar-se dele e facilitar, assim, a execução da vítima.

De acordo com as investigações, Andressa foi morta por conta de ciúmes de Janderson, seu ex-namorado, o qual teria participado do crime movido por esse tipo de hostilidade tanto contra a adolescente quanto em relação a Uênio.