DIH prende suspeitos de envolvimento em mortes na capital

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DIH

A Delegacia Estadual de Homicídios (DIH) prendeu, na última semana, três suspeitos de envolvimento nas mortes de Ricardo Ortega de Oliveira e Macgayver Rodrigues Rabelo, ocorridas em junho passado, em Goiânia. Um outro suspeito, já havia sido preso há cerca de 50 dias. De acordo com as investigações, conduzidas pelos delegados Matheus Melo e Francisco da Costa, as duas vítimas tinham envolvimento com o tráfico de drogas.

O grupo foi detido durante operação para cumprimento de mandados de prisão temporária. Juliano Alves de Almeida, Lázaro Garcia dos Santos, conhecido como “Toddynho”, e Carlos Henrique Manoel de Araújo foram apresentados na manhã desta segunda-feira (16).  Toddynho foi preso há quase dois meses, suspeito de envolvimento na morte de Ricardo Ortega, mas só foi apresentado agora para não interferir no curso das investigações.

A esposa de Juliano, Cristiane, também foi detida, suspeita de cumplicidade na execução dos desafetos do marido, apontado como o mandante dos dois crimes. Durante o cumprimento dos mandados, Lázaro ainda foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Na casa dele, na Vila Santa Helena, a polícia encontrou 100 gramas de crack e R$ 250 em dinheiro. Na casa de Juliano, no bairro Alto da Glória, foram apreendidos R$ 33 mil reais e três carros.  

Juliano Alves de Almeida seria o mandante dos crimes.
Juliano Alves de Almeida seria o mandante dos crimes.

As mortes
Ricardo Ortega desapareceu no dia 24 de junho e seu corpo foi encontrado quatro dias depois, no Residencial Orlando de Morais. Macgayver, amigo de Ricardo, prometeu vingar sua morte, mas também foi morto, no dia seguinte à localização do corpo do colega. Ele caminhava nas imediações do Parque Jerivá, na Vila Paraíso, na companhia de Lázaro Garcia, um dos presos, quando foi abordado, perseguido e morto.

De acordo com as investigações, Macgayver fazia a distribuição de drogas para Juliano, considerado grande traficante de drogas na capital. Dias antes de morrer, Macgayver teria tido uma forte discussão com Juliano, para quem devia uma grande quantia em dinheiro. “Ele (Macgayver) era usuário, e andava batizando a droga (fazendo misturas) que Juliano passava pra ele distribuir”, conta Francisco da Costa. Lázaro, que estava junto com Macgayver no momento do crime, teria dado as coordenadas para a execução.