DPCA de Aparecida apresenta padrasto acusado de abusar de enteadas

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Delegada Ana Lívia apresenta Deivson da Silva

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Aparecida de Goiânia apresentou, nesta terça-feira (29), o desempregado Deivson da Silva Araújo, de 33 anos. Ele é suspeito de abusar sexualmente de duas enteadas, de 14 e 12 anos. A prisão ocorreu no dia 28 de dezembro, no Jardim Tiradentes, em cumprimento a mandado de prisão temporária.

Segundo a delegada Ana Lívia Paiva, titular de DPCA, Deivson começou a se relacionar com a mãe das meninas em outubro passado, quando passou a dividir a mesma residência com a nova companheira, no Setor Campos Elísios, em Aparecida. Os abusos contra as menores teriam começado imediatamente e eram praticados em casa e num matagal próximo.

De acordo com as investigações, os abusos consistiam em beijos e carícias. “Em algumas vezes, ele chegou a esfregar o órgão genital nas genitálias das meninas e até tentou penetração”, conta Ana Lívia. Em outubro, Deivson foi preso por embriaguez ao volante, oportunidade em que as crianças tiveram coragem de relatar os fatos à avó materna, que comunicou à polícia.

Quando Deivson saiu da cadeia, depois de cerca de um mês detido pelo crime de trânsito, as meninas passaram a ficar sob a guarda da avó. O padastro teria, então, exigido que as meninas voltassem para casa. Nessa época, a delegada Ana Lívia já havia solicitado o mandado de prisão à Justiça, que levou cerca de um mês para ser concedido.

De acordo com Ana Lívia, Deivson nega os crimes, mas confessa crimes anteriores, como furtos e embriaguez. As crianças chegaram à polícia visivelmente abaladas e amedrontadas. “Ele usava seu passado de ex-presidiário para ameaçar as meninas, dizia que ia matar toda família”, relata a delegada, que vai pedir a conversão da prisão em preventiva.

A mãe das garotas também será investigada por conivência ou negligência. “Se ficar constatado que ela participou de alguma forma, mesmo encobrindo os crimes, ela também será indiciada por estupro”, completa Ana Lívia.