Dupla suspeita de comercializar tecido roubado é presa. Carga foi avaliada em R$ 300 mil

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Dupla foi apresentada na DEIC

A Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) apresentou, no dia 28 de agosto, dois homens suspeitos de comercializarem uma carga de tecidos, avaliada em mais de R$ 300 mil, que teria sido roubada. Um dos presos é um empresário que atuava no ramo de malhas há 17 anos.

De acordo com a delegada Mayana Rezende, no dia 19 de julho uma carga de tecidos avaliada em mais de R$ 300 mil, que havia saído de Santa Catarina com destino a Minas Gerais, foi interceptada em São Paulo, horas depois de deixar o depósito. “Após alguns dias, o proprietário da empresa recebeu uma informação de que a carga roubada estaria sendo comercializada em Goiânia. Fomos acionados e começamos a investigar”, disse.

Os policiais foram até a loja de Jony Cleyton de Oliveira Caballine, de 35 anos, localizada em Campinas. “No local, nós encontramos rolos de tecido ainda com a etiqueta da empresa lesada. O proprietário nos apresentou uma nota fiscal, mas o documento continha descrição, valor e quantidade diferentes do que vimos no local”, disse. Jony está no mercado de malhas há 17 anos, segundo a polícia. “Não sabemos se essa foi a primeira vez que o comerciante praticou o crime, por isso as investigações vão continuar”, disse.

Questionado sobre a procedência da mercadoria, Jony afirmou que havia comprado o tecido do representante comercial Eustáquio Junior da Silva Coelho, de 35 anos. “Ele também não apresentou nota fiscal da mercadoria que havia comercializado. Nós descobrimos que a empresa que Eustáquio representa vendia tecidos bem abaixo do preço de mercado. Essa empresa também está sendo investigada. Tentamos contato com os proprietários, mas nenhum atendeu nossas ligações”, informou.

Segundo a polícia, parte da carga roubada foi vendida para Jony e outra encaminhada para um dono de uma malharia em Brasília, que também foi detido. Com os suspeitos, foram recuperadas mais de quatro toneladas de tecido. Jony e Eustáquio, que foram presos na terça-feira (26), vão responder por receptação qualificada, cuja pena é de no máximo 8 anos de prisão.

Texto: Kamylla Rodrigues / Jornal O Hoje
Foto: Fábio Lima / Jornal O Hoje