Em Goianésia, dupla é presa com mais de um quilo de cocaína pura em veículo

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Hélio Fábio e Carlos André Bastos

O Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (GENARC) de Goianésia realizou, no dia 12 de novembro, a operação “Vida Boa”, um trocadilho para o inglês “Life’s Good”, alusivo a uma cocaína pura comercializada com a inicial “LG”, em alto relevo, em sua embalagem. Na ocasião, foram presos Carlos André Bastos Merlim, o “Zé Bonitinho”, de 28 anos, e Hélio Fábio Moreira, o “Fabim ET”, de 45 anos.

A operação, que contou a participação de aproximadamente 10 policiais civis, resultou na prisão das pessoas e na apreensão de mais de um quilo de cocaína do tipo escama de peixe, e quase 500 gramas de maconha, além de balança de precisão, a quantia de quase R$ 60 mil em dinheiro e um veículo VW/Cross Fox, utilizado no transporte das substâncias entorpecentes

De acordo com o delegado Marco Antônio Maia, titular do GENARC/Goianésia, as investigações mostraram que o alvo da dupla eram as pessoas de melhor poder aquisitivo, uma vez que cada grama da cocaína era vendida por mais de R$ 50. O delegado informou ainda que a cocaína “LG” é mais conhecida como “escama de peixe”, uma droga pura, mais cara do que as que possuem misturas.

As investigações apontam ainda que os acusados não tinham boca de fumo. Seus compradores seriam um grupo seleto de pessoas da alta sociedade. Eles eram frequentadores de festas e academias, e nestes lugares aproveitavam para distribuir a droga. Para se ter uma ideia, os mais de R$ 58 mil encontrados com eles estavam escondidos dentro de travesseiros. A droga, por sua vez, estava dentro de uma bolsa, sob o banco do passageiro de um veículo, usado para buscar o produto em Goiânia.

A polícia acredita que toda a droga seria vendida neste fim de semana e que outra quantidade seria adquirida nos próximos dias. O quilo da “escama de peixe” era adquirido por aproximadamente R$ 20 mil. Os acusados, que eram alvos de investigação há pelo menos oito meses, foram foram levados para a sede do GENARC de Goianésia e, em seguida, conduzidos para o presídio local.

Segundo o delegado, esta quantidade de drogas renderia 500 porções, ao custo de R$ 100 cada, ou seja, um faturamento de R$ 50 mil em apenas 14 dias, e um lucro equivalente a R$ 30 mil. Marco Antônio parabenizou os policiais envolvidos na ação. “Mais uma vez, a Polícia Civil de Goianésia bate recorde de apreensão de drogas. É, sem dúvida, um ano de resultados positivos, graças ao empenho e dedicação de todos os policiais”, disse.

Texto: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil
Foto: Polícia Civil / GENARC / Goianésia