Polícia Civil: Em Caldas Novas, ginecologista é indiciado por morte de paciente grávida

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sabrina leles
Sabrina Leles, titular da DEAM

O ginecologista e obstetra Atenevir Teles da Silva foi indiciado pela Polícia Civil por responsabilidade na morte da paciente Ortenizia da Costa Dias, de 30 anos. Ela morreu em 10 de abril desse ano após complicações de um problema pulmonar que, no entendimento da titular da Delegacia da Mulher (DEAM) de Caldas Novas, Sabrina Leles de Lima Miranda, poderia ter sido evitado. Ortenízia estava com oito meses de gestação e chegou ao hospital com problemas para respirar.

O médico, conforme o inquérito, solicitou exames que confirmaram mancha no pulmão da paciente. “Mas o médico não prescreveu tratamento específico e ainda orientou que ela continuasse com os medicamentos para pressão alta e diabetes. Logo após, a paciente sofreu parada respiratória e o responsável não realizou a cirurgia de emergência para retirada do feto”. Ortenízia morreu e o foi enterrada com o feto ainda na barriga.

A delegada informa que pediu exumação do cadáver e foram confirmadas as causas das mortes. A mãe teve como causa edema pulmonar, diferente do registrado no laudo emitido pelo médico, que apontou infarto. O bebê morreu por insuficiência placentária causada pela falta de oxigenação após a morte da mãe. Segundo a delegada, o ginecologista e obstetra está sendo indiciado pelos crimes de homicídio culposo e falsidade ideológica. “Entendemos que o médico foi negligente quanto ao atendimento da mãe desde o início”, disse.

A reportagem tentou contato com o médico no fim da tarde de ontem, mas ele não atendeu ao celular. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) também foi acionado, mas alegou que pelo horário, após as 18 horas, não poderia repassar os procedimentos adotados nesse caso. Já a Secretaria Municipal de Saúde de Caldas Novas informou que aguardou a conclusão dos trabalhos da Polícia Civil e Atenevir Teles da Silva teve seu contrato rescindido.

Texto: O Popular
Foto: Goiás News