Empresário preso pela DIH. Ele matou a vítima a tiros depois de uma briga de trânsito

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Empresário matou a vítima depois de uma discussão  de trânsito
Empresário matou a vítima depois de uma discussão de trânsito

A Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) apresentou, na manhã desta quarta-feira (2), em Goiânia, Marcos Sousa e Silva, de 40 anos, suspeito de matar José Maria Alves da Silva, 46 anos. Segundo o delegado responsável pelo caso, Matheus Melo, eles são empresários da área de móveis e tiveram desentendimentos relacionados ao trabalho e a uma briga de trânsito.

O assassinato ocorreu no dia 23 de julho deste ano em frente à loja da vítima, no Jardim Guanabara, na Capital. Segundo o delegado, o suspeito já havia prestado um serviço para a vítima, mas se desentenderam e não se falavam mais. No dia do crime, eles discutiram no trânsito.

“O suspeito conta que, no dia do crime, a vítima deu uma fechada nele no trânsito e eles discutiram, por volta de 12h30. Ele disse que pegou a espingarda que tinha na sua chácara e ficou com ela. Ao final do dia, às 18h, ele passou em frente à loja da vítima e eles discutiram novamente. Marcos então atirou duas vezes contra a vítima e foi embora”, contou.

Segundo o delegado, no dia do crime, foram apreendidas munições de diversos calibres, além de um caderno que registrava a compra de uma pistola com o próprio suspeito.

Após as investigações e análise das provas, foi expedido mandado de prisão temporária para Marcos e um mandado de busca e apreensão para a residência do suspeito. Na última quinta-feira (27), os policiais civiis foi até a casa dele, mas o homem conseguiu fugir pulando os muros. Nesta terça-feira (1º) o suspeito foi até a delegacia e se entregou.

Em depoimento à Polícia Civil, Marcos confessou o crime. “Foi um vacilo. Se pudesse voltar, não faria de novo. É muito sofrimento para mim e para a minha família”, disse. O suspeito é casado e tem dois filhos, uma moça de 15 anos e um rapaz de 19.

O delegado informou que a arma do crime não foi encontrada e que o preso disse que a descartou em um córrego. “Encontramos registros de que ele sempre teve armas. Uma pistola que soubemos que ele teve, ele confessou ter vendido há cerca de três meses”, explicou.

O suspeito será indiciado por porte ilegal de arma de fogo e homicídio duplamente qualificado por dificultar a defesa da vitima e motivo fútil. Se condenado, ele pode ficar detido por até 34 anos.

Fonte: G1 / GO
Texto: Vanessa Martins