Funcionária de clínica é presa pela Policia Civil suspeita de clonagem de cartões de créditos

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Pacote enviado pela Polícia Civil para prender a funcionária

Mulher foi detida ao receber um
pacote falso feito pela própria
Polícia Civil , em Anápolis.
Na delegacia, ela disse que
hackers de Brasília participavam
do esquema.

A Polícia Civil de Anápolis, a 55 km de Goiânia, prendeu nesta quarta-feira (17) uma funcionária suspeita de clonar cartões de crédito dos clientes de uma clínica. Segundo a polícia, ela praticava o crime para comprar produtos pela internet com a ajuda de uma quadrilha de hackers de Brasília (DF).

O delegado Manoel Vanderic, responsável pela investigação, disse que a atendente foi presa ao receber um pacote de produtos falso, feito pela própria Polícia Civil. Na delegacia, ela confessou participação no delito e explicou como funcionava o golpe. “Ela disse que anotava os dados dos cartões de crédito dos titulares e repassava aos hackers, que realizavam a compra. Ela era responsável por receber essa mercadoria e dividir entre essa quadrilha”, disse  Manoel Vanderic.

O empresário José Osmar Peixoto Júnior foi uma das vítimas do esquema. Ele contou que quando chegou a fatura do seu cartão de crédito, não reconheceu duas compras no valor de R$ 2 mil. A vítima então procurou as empresas e descobriu que o endereço de entrega dos produtos era o mesmo da clínica onde a mulher dele havia feito uma radiografia, no mês passado.

O exame da mulher, segundo José, foi pago com o cartão de crédito. A surpresa dele foi ter recebido uma ligação da atendente da clínica pedindo informações “estanhas”. “Ao perceber que no cartão havia o nome de um homem e não o de uma mulher, ela ligou pedindo o meu CPF. Achei estranho porque não há como identificar o cartão pelo CPF. Mas por se tratar de uma clínica conceituada de Anápolis, passei o número”, lembra. A administradora do cartão informou que outras compras foram feitas com diferentes cartões de crédito e como todas as mercadorias deveriam ser entregues no endereço da clínica, a polícia acredita que outras pessoas foram vítimas da quadrilha.

Fonte: G1/GO