GAB apresenta suspeitos de explosões em caixas eletrônicos

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gab3A Polícia Civil, por meio do Grupo Antirroubo a Bancos da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GAB/DEIC), desarticulou organização criminosa responsável por pelo menos cinco explosões a caixas eletrônicos ocorridas neste mês de julho em Goiânia e Região Metropolitana. O grupo foi apresentado durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (25), que contou com a participação do vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), José Eliton.

O titular da SSPAP destacou o alto índice de resolutividade de crimes pela Polícia Civil e a integração do trabalho das forças policiais. Enfatizou que investigações como a que resultou na prisão destas pessoas são complexas e que demandam investimentos em inteligência e tecnologia, o que já vem sendo feito pela Secretaria. E parabenizou os policiais civis envolvidos na operação.

Segundo o delegado Alex Vasconcelos, coordenador do GAB, foram dois meses de investigação que resultaram no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva na noite da última sexta-feira (22). Seis pessoas foram presas no Residencial Tempo Novo, em Goiânia, e no Setor Maysa, em Trindade, no momento em que se preparavam para outra ação: tentariam explodir dois bancos, de forma simultânea, em Palmeiras de Goiás, a cerca de 80 quilômetros da capital. Com eles a polícia encontrou um Honda Civic, veículo que era utilizado nos crimes, cinco quilos de explosivos e um simulacro de arma de foto, além de outros objetos.

As investigações apontam que três dos seis criminosos têm relações familiares: um deles é Jorge Santana de Araújo, 21, apontado como líder do grupo. Ele é filho de Raquel Vieira Costa de Oliveira, 39, casada com Fabrício Amorim Machado, 35, padrasto de Jorge, e que cumpria pena no regime semiaberto desde o último dia 12 de julho deste ano.

Também foram presos Marcelo Antônio Marques Pereira, 39, Lyneker Guilherme Silva Oliveira, 23, e Lucas Fellipe Martins Melo, 24. Lucas é de Uberlândia (MG) e de acordo com seu depoimento à polícia, já teve 54 mandados de prisão expedidos. Jorge e Marcelo já foram detidos em 2015 pelo GAB/DEIC por cometerem o mesmo tipo de crime. Todos são considerados pela polícia como sendo de alta periculosidade e já praticaram roubos a bancos, roubos de cargas, sequestros e homicídios.

As investigações, conduzidas por policiais civis do Grupo Antirroubo a Bancos da DEIC, contou com apoio de agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GT3). Ao todo foram 19 agentes, dois delegados, três escrivães e um papiloscopista envolvidos na operação.