GIH de Anápolis termina investigação sobre chacina. Um dos autores continua foragido

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Derli da Silva, o Cigano Lió, continua foragido

O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis concluiu a investigação sobre chacina ocorrida em setembro de 2013, quando cinco pessoas da mesma família foram mortas com requintes de crueldade. O trabalho foi presidido pela delegada titular do GIH, Marisleide Santos. Foram apontados como autores da chacina João Barbosa da Silva, vulgo “João do Porco”, preso em Goiânia, Zilon Pereira da Silva, também preso, e Derli da Silva Moura, vulgo “Cigano Lió”, foragido.

Segundo a delegada Marisleide, na chacina em Anápolis, os homicídios foram praticados com requintes de crueldade. Na ocasião, as vítimas foram executadas por inúmeros disparos de arma de fogo e facadas. Duas das vítimas também tiveram orelhas decepadas, sendo que uma delas, ainda estava viva quando sofreu a amputação, segundo laudo pericial.

De acordo com as investigações, alguns dias após a prática da chacina em Anápolis, os autores fugiram para a região da cidade de Padre Bernardo, onde voltaram a cometer crimes graves, como roubos e estupros. O fato de Derli pertencer a uma perigosa quadrilha de ciganos e utilizar diversos nomes e apelidos dificultou a identificação do mesmo. Da mesma forma, Zilon também fazia uso de documento falso, ao ser preso em Padre Bernardo.

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Derli tem uma tatuagem na perna direita

Presos, João do Porco e Zilon confessaram as informações já coletadas nas investigações. Ficou constatado que a chacina em Anápolis foi idealizada pelo cigano Derli, que teria sido motivado por vingança. Derli é quem teria cortado e levado as orelhas das vítimas. Zilon e João ainda confessaram crimes praticados pelo trio em Padre Bernardo. Segundo os próprios comparsas, Derli é o mais violento do grupo.

O inquérito policial de 410 folhas foi concluído e encaminhado pessoalmente pela delegada ao Poder Judiciário, no dia 26 de março de 2015, com indiciamento dos três co-autores. Eles deve, responder pelos seguintes crimes: cinco homicídios qualificados, vilipêndio (de parte) de cadáver e associação criminosa. Também foi representado pela prisão preventiva dos indiciados. A delegada solicita a colaboração da população no sentido de enviar informações sobre o paradeiro de Derli, o Cigano Lió. As denúncias podem ser feitas pelo 197 ou pelo wathsapp (62) 8533-0197.

Texto: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil
Fotos: Polícia Civil / GIH / Anápolis