Vingança: GIH de Anápolis encerra investigações sobre homicídio de agente prisional

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Fabrício Blendon Dias Fonseca

O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis encerrou as investigações acerca do homicídio do agente prisional André Luiz Costa de Oliveira, ocorrido no dia 6 de março de 2014. O mandado de prisão referente ao crime foi cumprido no dia 12 de março, contra Fabrício Blendon Dias Fonseca, de 21 anos, que confessou a prática do assassinato. Fabrício recebeu voz de prisão em Goiânia, onde já estava preso por crime bárbaro, ocorrido na capital.

Na delegacia, Fabrício alegou que o crime havia sido planejado por Aparício Inácio da Costa, vulgo “Barbosa”. De acordo com as informações colhidas na investigação, o crime foi motivado por vingança. Os autores acreditavam que o agente prisional, que também trabalhava como segurança em uma boate, teria relatado à Polícia Militar que Moisés Abraão Leandro de Azevedo, amigo dos autores, carregava drogas em seu veículo.

Na ocasião, Moisés foi abordado por policiais militares ao sair da boate, mas empreendeu fuga. Durante a perseguição, o rapaz capotou o carro e faleceu em decorrência do acidente. Logo após tomar conhecimento de que Moisés havia falecido, Barbosa teria anunciado que iria “cobrar aquela fita” e elaborou o plano de tirar a vida do agente prisional.

Barbosa teria conseguido a arma para a prática do delito, o veículo utilizado para os deslocamentos de ida e volta ao local do crime. Além disso, ele teria aliciado uma garota, incumbida de distrair o segurança até a chegada do atirador. Na data marcada, Barbosa e Fabrício foram até a boate onde André trabalhava. Fabrício se aproximou do segurança e desferiu um disparo na cabeça da vítima, que morreu dias depois.

Diversas diligências foram empreendidas no intuito de localizar e prender os autores. Barbosa, o autor intelectual do crime, foi assassinado em 26 de agosto, fato já elucidado pela Polícia Civil. Fabrício Blendon foi preso em flagrante no dia 3 de março, após cometer outro homicídio, na cidade de Goiânia. O caso ficou conhecido como “tribunal do tráfico”, onde um trio de jovens foi preso por torturar e matar um adolescente que devia um traficante de drogas.

Texto: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil
Foto: Polícia Civil / GIH / Anápolis